Logo 96FM

som+conteúdo

Banner_Iluminacao_1366x244px.gif

Política

Campanhas políticas torram mais de R$ 11 bilhões nas eleições de 2026

urnas_eletronicas.webp

A corrida eleitoral de 2026 movimentou uma verdadeira fortuna no Brasil. Segundo dados parciais divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os gastos das campanhas para presidente, senadores, deputados e governadores já ultrapassaram a impressionante marca de R$ 11 bilhões. Apesar do valor astronômico, o montante representa uma queda de R$ 2,36 bilhões em relação ao pleito de 2022. Especialistas apontam que a redução se deve à definição das disputas estaduais no primeiro turno em 21 estados e ao fato de que as prestações de contas ainda não foram totalmente encerradas.

Mas para onde foi parar tanto dinheiro? O levantamento revela que mais da metade dessa verba (52%, equivalente a R$ 5,72 bilhões) foi consumida por repasses financeiros entre os próprios políticos e partidos, uma manobra legal que permite aos candidatos transferirem recursos para impulsionar aliados. Em segundo lugar no ranking de despesas, a velha política resiste: os tradicionais materiais impressos, como panfletos e santinhos, custaram quase R$ 1 bilhão, seguidos por gastos com terceirizados e militância de rua.

O grande salto desta eleição, no entanto, ocorreu no ambiente digital. O Facebook, empresa da Meta, consolidou-se como o principal destino dos recursos de impulsionamento na internet, abocanhando R$ 352 milhões em mais de 28 mil contratos — um aumento vertiginoso de 272% em comparação a 2022. O investimento massivo comprova a mudança estratégica das campanhas, que agora focam as redes sociais como o principal campo de batalha para alcançar e convencer os eleitores.

A conta dessa superestrutura, como de costume, é paga majoritariamente com dinheiro público. A principal fonte de financiamento foi o Fundo Eleitoral (o famoso "fundão"), que injetou R$ 4,91 bilhões na disputa. PL, PT e União Brasil lideraram os recebimentos por possuírem as maiores bancadas no Congresso Nacional. A esse montante, somam-se ainda os R$ 5 bilhões do Fundo Partidário, além de doações de pessoas físicas e recursos próprios dos candidatos.

Com a proximidade do fim do calendário eleitoral, a expectativa é que esses números ainda sofram reajustes. Pela lei, os candidatos têm até os dias 3 e 14 de novembro para entregarem as declarações finais de despesas do primeiro e do segundo turno, respectivamente. A Justiça Eleitoral alerta que todos os gastos, sejam no mundo físico ou digital, passarão por pente-fino e devem respeitar os limites de transparência exigidos pela legislação.

Deixe o seu comentário

O seu endereço de email não será publicado