O cantor Ed Motta afirmou em depoimento à Polícia Civil que ficou “chateado e desprestigiado” após ser cobrada a taxa de rolha no restaurante Grado, no bairro Jardim Botânico, no Rio de Janeiro. O artista também negou ter ofendido funcionários do estabelecimento e disse que não teve intenção de atingir ninguém ao arremessar uma cadeira durante a confusão.
A informação é do g1. O depoimento foi prestado na 15ª DP da Gávea, onde Ed responde em dois procedimentos: como testemunha em uma investigação por lesão corporal e como autor em um inquérito por injúria por preconceito.
Segundo a delegada Daniela Terra, responsável pelo caso, novas testemunhas indicadas pelo cantor ainda serão ouvidas nos próximos dias. Entre elas, pessoas que estavam na mesa com ele no momento da confusão.
Em seu relato, Ed afirmou ser cliente do restaurante há cerca de nove anos e disse que já divulgou o local diversas vezes em suas redes sociais. Segundo ele, costumava levar suas próprias garrafas de vinho e nunca havia sido cobrada a chamada taxa de rolha, especialmente pelo alto consumo feito no local.
No episódio ocorrido no último dia 2, o cantor contou que ele e seus convidados levaram sete garrafas de vinho ao restaurante, embora nem todas tenham sido consumidas. Ao perceber a cobrança da taxa, afirmou ter ficado surpreso e irritado.
De acordo com o depoimento, Ed foi até o gerente para reclamar e recebeu a explicação de que a cobrança aconteceu porque a mesa estava cheia. O artista disse que ficou extremamente incomodado, levantou-se e afirmou que nunca mais voltaria ao local.
Ainda segundo o depoimento, tomado pela emoção, ele pegou uma cadeira e a jogou no chão, alegando que não pretendia acertar ninguém e que o objeto sequer chegou a ser danificado.
O cantor também declarou que, por conta de seu porte físico, acabou esbarrando em uma mesa próxima e percebeu que uma bolsa de uma das mulheres caiu no chão. Ele afirmou ainda que só soube da continuação da confusão, com novas agressões e xingamentos, na manhã seguinte.
No inquérito em que responde por injúria por preconceito, Ed negou ter chamado funcionários de “paraíba”, acusação feita por um empregado da casa. Segundo depoimentos de funcionários, o cantor teria feito ofensas xenofóbicas contra nordestinos durante a discussão.
A confusão também envolve Nicholas Guedes Coppim, que estava com Ed Motta e é investigado por lesão corporal após supostamente agredir um frequentador e arremessar uma garrafa no salão. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.