A convocação da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo será anunciada na próxima segunda-feira (18), mas nenhum nome gera tanta discussão quanto o de Neymar. Presente na pré-lista de Carlo Ancelotti, o camisa 10 chega ao momento decisivo cercado por dúvidas sobre sua condição física.
Desde o início de 2023, Neymar enfrentou uma sequência pesada de problemas médicos: foram 11 lesões, duas cirurgias e mais de 800 dias longe dos gramados. O período soma passagens por Paris Saint-Germain, Al-Hilal e Santos.
Ao todo, o atacante ficou afastado por 807 dias, o que representa 65,45% de todo o ciclo entre 1º de janeiro de 2023 e a convocação marcada para maio de 2026.
A primeira grande parada aconteceu após a cirurgia no tornozelo, em fevereiro de 2023, quando ele ficou 131 dias fora e perdeu 18 partidas ainda defendendo o PSG. Pouco depois, surgiram novos problemas musculares, que o deixaram mais 31 dias afastado entre PSG e Al-Hilal.
O momento mais delicado veio em outubro de 2023, durante partida da Seleção Brasileira, quando Neymar sofreu ruptura do ligamento cruzado anterior e também lesão no menisco. O atacante deixou o gramado chorando e iniciou sua recuperação mais longa: foram 340 dias fora e 48 jogos perdidos.
Mesmo após o retorno, as lesões musculares seguiram atrapalhando a sequência do jogador. Entre 2024 e 2025, ele voltou a sofrer com dores recorrentes na coxa, acumulando 161 dias afastado apenas por esse problema, com episódios em novembro de 2024, março, abril e setembro de 2025.
A possível convocação divide opiniões. Parte da torcida defende sua presença pela experiência e pelo peso que ainda carrega em competições grandes. Outra parcela questiona se Neymar terá condições físicas de suportar uma Copa do Mundo após tantas interrupções.
Desde que assumiu o comando da Seleção, Ancelotti ainda não convocou Neymar. A lista final pode representar tanto o retorno do principal nome da última geração quanto o encerramento definitivo de um ciclo na equipe brasileira.