O senador Rogério Marinho (PL-RN), presidente estadual do Partido Liberal, solicitou à Secretaria Segurança Pública e Defesa Social do Rio Grande do Norte proteção policial para o vereador Cabo Deyvison Nascimento após o atentado ocorrido na noite de segunda-feira (15), em Mossoró. Em ofício encaminhado ao secretário Francisco Canindé de Araújo Silva, o parlamentar também pediu prioridade máxima na investigação do crime, que deixou o vereador ferido e resultou no assassinato de seu assessor, Allysson Diego de Oliveira Morais.
Pré-candidato a deputado federal, Cabo Deyvison foi alvo de um atentado a tiros em frente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Alto de São Manoel, em Mossoró, durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais acompanhado de Allysson Diego. Diante da gravidade do episódio, Rogério Marinho afirma que o caso ultrapassa um episódio isolado de violência urbana e exige pronta resposta das forças de segurança para garantir a proteção do parlamentar e a continuidade do livre exercício de seu mandato.
Ao justificar o pedido, Rogério Marinho sustenta que o episódio “transcende a violência comum” e alcança dimensão institucional, uma vez que atingiu diretamente o núcleo de atuação de um representante eleito pelo voto popular. O ofício ressalta que a gravidade dos fatos impõe pronta resposta do Estado diante do risco concreto à integridade física de Cabo Deyvison, destacando que a morte do assessor evidencia a necessidade de adoção de medidas preventivas capazes de evitar “novas investidas criminosas”.
O documento também fundamenta a solicitação nos artigos 5º e 144 da Constituição Federal, que asseguram a inviolabilidade do direito à vida e estabelecem a segurança pública como dever do Estado. Além do pedido de “imediata e ininterrupta disponibilização de escolta policial” ao parlamentar e eventual extensão da proteção a seus familiares, mediante avaliação técnica, Rogério Marinho solicita a inclusão do vereador nos protocolos oficiais de proteção a autoridades e o direcionamento dos órgãos de inteligência e investigação para a célere elucidação do homicídio e da tentativa de homicídio registrados em Mossoró.
"A situação narrada transcende a violência comum; trata-se de um atentado letal que atingiu o núcleo de trabalho de um representante do Poder Legislativo municipal, configurando um ataque direto ao Estado Democrático de Direito”, destaca Rogério Marinho em trecho do ofício. “A proteção de autoridades sob ameaça concreta é medida cautelar indispensável para assegurar a continuidade da representação popular sem a coerção do medo e da violência", acrescenta o senador.