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Brasil

Polícia investiga culpa do hotel em morte de jovem que caiu do 7º andar

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A Polícia Civil do Maranhão investiga se o Rio Poty Hotel, em São Luís, teve responsabilidade na morte de Renata Rebeca Negrão Saldanha dos Santos, de 26 anos. A jovem morreu após cair do 7º andar do edifício na madrugada de terça-feira (3). A apuração analisa as condições de infraestrutura do prédio. Com informações do Metrópoles.

Uma câmera de segurança registrou o momento da queda. Segundo a descrição das imagens apresentada na investigação, Renata se apoiou na janela e encostou as costas em uma estrutura de alumínio, que cedeu ao peso dela e abriu.

Ao Metrópoles, o delegado George Marques, da Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP), afirmou que o vídeo indica uma morte acidental. Segundo ele, a participação do namorado da jovem, Leonardo Augusto Pinto França, está descartada até o momento. Leonardo estava com Renata, foi ouvido e liberado. Em depoimento, relatou ter consumido bebidas alcoólicas e disse não se lembrar do momento da queda.

Investigação avalia condições da estrutura do hotel

Marques informou que a perícia foi acionada e que a análise do caso continua. Com o descarte de homicídio doloso, a investigação busca identificar eventual responsabilidade do estabelecimento. “Encaminhamos a perícia e ainda estamos fazendo uma análise. Mas o vídeo é elucidativo”, declarou o delegado.

Em nota, o Rio Poty Hotel lamentou a morte e manifestou solidariedade aos familiares e amigos de Renata. O estabelecimento afirmou que a segurança e o bem-estar de hóspedes, funcionários e visitantes são prioridades permanentes e que mantém o compromisso com a avaliação e o aprimoramento dos procedimentos internos de prevenção e segurança.

A mãe de Renata, Lariza Beth dos Santos Negrão, de 51 anos, também questionou a assistência prestada à família. Em entrevista ao jornal O Liberal, ela afirmou que o hotel havia informado a outra filha que iria “custear tudo”, mas que pagou apenas o caixão.

Segundo Lariza, a família ficou responsável pelos demais trâmites em Belém. “Eles falaram que o que já tinha que fazer eles já tinham feito, que era só o caixão e o resto era pra gente se virar”, relatou.

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