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Operação do MP: paciente foi tratado com medicamento falso contra câncer

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Um medicamento oncológico falsificado vendido pela distribuidora NacionalFarma foi administrado em um paciente do Hospital Unimed de Araras, no interior de São Paulo. A empresa é alvo da segunda fase da Operação Laziosi, do Ministério Público de São Paulo (MPSP), nesta quinta-feira (5). As informações são do Metrópoles.

Segundo a investigação, a distribuidora vendeu nove unidades falsificadas do medicamento ao hospital em abril de 2025. Uma delas foi utilizada no paciente. As outras oito foram recolhidas pela própria NacionalFarma e substituídas por unidades de outro lote, que coincide com o de uma carga roubada em Uberaba, em Minas Gerais, em novembro de 2024.

A venda ocorreu depois de a empresa ter sido alvo da primeira fase da operação, em novembro de 2024. Na ocasião, o laboratório responsável por um imunoterápico de alto custo, utilizado no tratamento do câncer, denunciou a comercialização de uma unidade falsificada a um hospital da capital paulista. Uma perícia oficial confirmou a falsificação.

Nesta segunda fase, Nalva Braz do Nascimento, Petter Gabriel Cavalcante Chagas e Sharlene Chaves Barbosa são alvos de mandados de prisão preventiva. O material divulgado não informa se as ordens judiciais já foram cumpridas.

Nalva é apontada pela investigação como proprietária da NacionalFarma e responsável pelo acesso integral e exclusivo aos sistemas internos de gestão da distribuidora. Ela também figurava como responsável legal pela empresa perante a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Petter Gabriel é apontado como o responsável pela ligação entre a distribuidora e os hospitais, negociando cotações e providenciando documentação fiscal para dar aparência regular à origem dos medicamentos. Os investigadores também o identificam como dono de uma das empresas usadas como laranjas no esquema.

Já Sharlene, segundo a apuração, atuava na área financeira e teria sucedido Nalva na gestão de uma das empresas do grupo. Ela é apontada como responsável pela emissão de notas fiscais por meio de pessoas jurídicas usadas como laranjas, dando suporte à movimentação de recursos entre as empresas investigadas.

O texto de referência não informa o estado de saúde do paciente que recebeu o medicamento falsificado nem eventuais consequências da aplicação. O Metrópoles informou que buscava contato com os acusados, mas não apresentou manifestações deles no material publicado.

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