O deputado federal Sargento Gonçalves (PL) afirmou que votou contra a Medida Provisória 1313/2025, que institui o programa Gás do Povo, por considerar a iniciativa uma forma de “compra de votos legalizada”. Ele foi o único parlamentar do Rio Grande do Norte a se posicionar contra a proposta, aprovada na noite desta segunda-feira (2) pela Câmara dos Deputados.
Segundo o deputado, o programa do governo federal, que prevê a distribuição gratuita de gás de cozinha para famílias de baixa renda, tem viés eleitoreiro e transfere o custo para a população que trabalha e paga impostos. “É claro que votei contra o programa Gás do Povo. Só se for o povo de Lula. É uma compra de votos legalizada. Não existe almoço grátis. Alguém tem que pagar a conta. Sabe quem vai pagar? Você que acorda 5h da manhã para trabalhar”, declarou.
A medida provisória foi aprovada com 415 votos favoráveis, 29 contrários e duas abstenções. O PL concentrou a maior parte dos votos contra, com 19 deputados. Também se posicionaram contrariamente parlamentares do Novo (5), PP (2), União Brasil (2) e PSDB (1).
Para Gonçalves, o modelo adotado pelo governo cria dependência social e não resolve os problemas estruturais do país.
A proposta ainda precisa ser analisada pelo Senado até o dia 11 de fevereiro para continuar válida. Mesmo com a possibilidade de manutenção do pagamento em dinheiro, o deputado reforça que a política pública não passa de uma estratégia populista. “Quem paga essa conta é sempre o mesmo: o trabalhador”, concluiu.