A deputada estadual Índia Armelau (PL-RJ) divulgou, na terça-feira (27/10), uma nota de esclarecimento após ser alvo de uma ação do Ministério Público do Trabalho (MPT) por incentivar empresários a demitirem eleitores do PT. A parlamentar alegou que houve um “equívoco interpretativo” e negou ter orientado demissões por convicção política. Com informações do Metrópoles.
O processo foi motivado por uma publicação em que a deputada sugeria que empresários verificassem as posições políticas de seus funcionários nas redes sociais. “Empresário, olha a rede social do teu funcionário aí e confere se ele fez ‘L’”, escreveu. Na sequência, questionou a permanência nas empresas de trabalhadores que, segundo a postagem, odeiam empresários.
Após a ação do MPT, a Justiça do Trabalho do Rio de Janeiro determinou que a parlamentar apagasse as publicações em até 48 horas. A decisão também estabeleceu que ela deve se abster de incentivar empregadores a discriminar, demitir, prejudicar ou perseguir trabalhadores em razão de suas convicções políticas.
Na nota, Índia Armelau afirmou que “jamais teve qualquer preconceito contra quem quer que seja” e declarou que, como empresária, sempre conviveu com a diversidade ideológica. Segundo o texto, ela defende o respeito integral às opções políticas dos trabalhadores, mas se preocupa com situações de sabotagem às empresas e de quebra de confiança entre empregadores e empregados.
A parlamentar sustentou ainda que o comentário surgiu do compartilhamento de uma postagem feita por outra pessoa em uma rede social diferente. Segundo a nota, a manifestação “não expressa qualquer orientação ou encorajamento sobre contratações ou demissões por parte da deputada por convicção política”. Ela acrescentou que “desaprova posturas belicosas de trabalhadores contra empregadores e não suas convicções políticas”.
Sobre a retirada do conteúdo, a deputada afirmou ter apagado imediatamente os stories e as publicações ao perceber que havia sido mal interpretada. De acordo com a versão apresentada na nota, a exclusão teve como objetivo evitar o uso indevido das mensagens e o tensionamento social em torno do assunto.
A decisão judicial prevê multa diária de R$ 5 mil caso as publicações não sejam removidas dentro do prazo estabelecido. Novos atos de incentivo à discriminação de trabalhadores por posição política também poderão resultar em multa, com valor a ser definido pela Justiça.