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Brasil

Documento de voo mostra que Flávio usou passaporte italiano

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O senador Flávio Bolsonaro (PL) utilizou um passaporte italiano para embarcar em um jatinho que deixou Puerto Iguazú, na Argentina, na madrugada desta quarta-feira (28), segundo informações do Metrópoles. A reportagem cita um documento de voo divulgado pelo jornalista argentino Pablo Duggan, no qual o parlamentar aparece entre os passageiros da aeronave.

De acordo com o relato, o avião de matrícula LVIQW tinha como destino inicial o Aeroporto Internacional José Joaquín de Olmedo, em Guayaquil, no Equador. O Metrópoles informa que a aeronave seguiu para os Estados Unidos e já pousou em Miami.

A partida estava prevista para terça-feira (27), mas ocorreu às 0h21 de quarta. A decolagem foi transmitida ao vivo pelo canal argentino C5N, em uma cobertura apresentada por Duggan, que também compartilhou o documento na rede social X. Puerto Iguazú fica no lado argentino da tríplice fronteira.

Além do senador, estavam a bordo a esposa dele, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, e as duas filhas do casal, menores de idade. Segundo o documento citado pela reportagem, Fernanda utilizou um passaporte brasileiro. A tripulação era formada por três argentinos.

A viagem ocorreu após uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que Flávio entregasse o passaporte brasileiro, conforme o Metrópoles. Segundo o veículo, a ordem foi expedida na segunda-feira diante de indícios de fuga. Na sexta-feira anterior, o ministro havia proibido o contato entre o senador e Willer Tomaz.

A publicação afirma que Flávio é investigado em dois inquéritos no STF. Um envolve o repasse de mais de R$ 60 milhões de Daniel Vorcaro a um fundo nos Estados Unidos indicado pelo parlamentar. O outro está relacionado à suspeita de que Willer Tomaz utilizava apostas para lavar dinheiro. Segundo o relato, Willer mantém relações pessoais, profissionais e de financiamento com o senador.

Ainda conforme o Metrópoles, Willer deixou o Brasil em agosto e estava em Miami ao menos até a semana anterior à viagem. O texto de referência não apresenta manifestações de Flávio ou dos demais citados sobre as investigações, a viagem e as decisões atribuídas ao STF.

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