O alerta vermelho no Corinthians atingiu o seu nível máximo. Afundado na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro e amargando um duro jejum de dez jogos sem vitórias, o elenco alvinegro vive dias de extrema tensão, abatimento e forte preocupação com a ameaça cada vez mais real de queda para a Série B.
O nervosismo dos jogadores ficou evidente após a recente derrota por 3 a 2 para o Vasco, quando o lateral-direito Matheuzinho não conteve as lágrimas no vestiário e precisou ser consolado. O esgotamento emocional do atleta já havia transparecido no revés para o Palmeiras, ocasião em que se envolveu em uma discussão ríspida com o zagueiro Gustavo Henrique no intervalo.
Nem mesmo a recente chegada do técnico holandês Clarence Seedorf foi capaz de estancar a crise. A aposta no treinador visava resgatar a positividade e a confiança, mas o grupo não demonstrou poder de reação. Nos bastidores do CT Joaquim Grava, o diagnóstico é de que o momento crítico esbarra na falta de lideranças de peso identificadas com o clube, evidenciando o vácuo deixado pelas saídas de ídolos como Cássio e Renato Augusto.
Em meio à carência de grandes referências, Gustavo Henrique tem sido um dos poucos a assumir uma voz mais ativa na tentativa de guiar e blindar o elenco. A angústia interna é plenamente justificada pela matemática: o Timão não sabe o que é somar três pontos há mais de dois meses, desde o triunfo isolado sobre o Bragantino no dia 9 de agosto.
Agora, o Corinthians corre contra o relógio para tentar respirar antes da paralisação para a Data Fifa. O próximo compromisso diante do Mirassol, que antecede o clássico contra o São Paulo, é tratado como uma verdadeira "tábua de salvação", com a urgência pela vitória sendo descrita internamente pelos funcionários como "quase desesperadora".