O ex-senador José Agripino Maia telefonou a um interlocutor de Flávio Rocha, em Natal, e, em tom manhoso, resumiu:
— O lugar de Flávio é com o nosso grupo, revivendo os velhos tempos da campanha “João, Lavô e Jajá”.
Na eleição de 1986, citada por Agripino, apenas o candidato ao governo João Faustino, o “João do Coração”, foi derrotado.
Lavoisier Maia e o próprio Agripino se elegeram para o Senado, enquanto um jovem Flávio Rocha conquistou o primeiro mandato de deputado federal.
Rocha, dono da Riachuelo, avalia uma pré-candidatura ao Senado pelo Rio Grande do Norte.
Filiado ao Partido Novo, deseja concorrer em aliança com o Partido Liberal, liderado pelo senador Rogério Marinho. Para ele, o PL é hoje o principal polo da direita nas eleições de outubro.
Flávio Rocha mantém restrições ao grupo de Agripino, sobretudo pela presença de figuras como a senadora Zenaide Maia, vice-líder do governo Luiz Inácio Lula da Silva.
O empresário também quer distância do Movimento Democrático Brasileiro, que apoia o petista — caso do vice-governador Walter Alves, rompido com Fátima Bezerra no RN, mas aliado de Lula em Brasília.
Fulano dos anzóis – Não gosta do próprio nome? Agora, pode mudar. A Lei 14.382/2022 permite a troca de prenome e sobrenome diretamente no cartório. Basta ser maior de 18 anos. Não é mais necessário apresentar justificativa. O interessado deve procurar o cartório de registro civil e arcar com a taxa do serviço, que varia, em geral, entre R$ 100 e R$ 400.
Sem convite – O secretário de Planejamento de Natal, Vagner Araújo, encerrou as especulações sobre eventual participação na pré-campanha de Allyson Bezerra. Disse que não recebeu convite e que não aceitaria um eventual chamado.
Araújo afirmou que permanece focado na gestão do prefeito Paulinho Freire, à frente de uma das áreas estratégicas da administração municipal. Com isso, descartou os rumores que circularam nos últimos dias.
Arquive-se – Com o peito estufado, Davi Alcolumbre anunciou no plenário do Senado a derrota do presidente Luiz Inácio Lula da Silva: por 42 votos a 34, foi rejeitada a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal. Fato inédito na história da República desde o governo Floriano Peixoto, segundo presidente do Brasil.
Derrota acachapante – O senador Rogério Marinho afirmou que o governo Lula sofreu “uma derrota acachapante” com a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal.
— Hoje acaba o "Lula 3". O governo perde capital político. Perde credibilidade, capacidade de articulação e legitimidade para conduzir um processo de negociação no Senado Federal — disse o líder da oposição.
Marinho defendeu que a escolha do próximo ministro do STF fique para depois das eleições de outubro.
— Foi o pedido que fizemos ao presidente Davi Alcolumbre, caso houvesse esse insucesso do governo. Vamos aguardar o posicionamento dele — afirmou.
Feliz da vida – O senador Flávio Bolsonaro, presidenciável do PL, classificou como sinal de enfraquecimento político do governo Lula a derrota no Senado, nesta quarta-feira:
— O governo Luiz Inácio Lula da Silva acabou. Foi um placar com margem muito ampla, uma clara resposta da política à forma desrespeitosa e arrogante como o governo vem tratando o Congresso — disse o filho de Bolsonaro.
Selic – O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central manteve o ritmo gradual de queda dos juros e repetiu o corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica (Selic), que passou de 14,75% para 14,5% ao ano. A decisão reflete uma postura conservadora diante de projeções de inflação ainda distantes da meta de 3%.
O corte foi unânime entre o presidente do BC, Gabriel Galípolo, e cinco diretores. Três integrantes não participaram da reunião desta quarta-feira.