Carlos Eduardo Alves pode ter cometido um erro estratégico nesta fase de pré-campanha.
Segundo uma fonte, Allyson Bezerra chegou a oferecer a presidência estadual do Republicanos ao ex-prefeito de Natal, mas ele recusou. O argumento: a filiação ao União Brasil lhe garantiria o número 444, atrelado ao 44 do candidato ao governo.
O problema é que Carlos Eduardo ficou à mercê da decisão de terceiros sobre sua presença na chapa majoritária.
Se tivesse assumido o comando do Republicanos, sua candidatura ao Senado dependeria apenas de si.
Agora, terá de esperar.
Os líderes do União Brasil têm duas prioridades na eleição estadual: eleger Allyson Bezerra governador e montar uma nominata competitiva para a Câmara Federal.
Todos os recursos e esforços estarão concentrados nessa direção.
A presença de Carlos Eduardo Alves na disputa pela segunda vaga ao Senado é relevante, mas está longe de ser prioridade neste momento.
Ainda assim, o ex-prefeito permanece no jogo, contribuindo para fortalecer o palanque de Allyson em Natal.
Money – Por falar em União Brasil, Allyson Bezerra tem encontro marcado com Antonio Rueda, presidente nacional da sigla, ainda nesta semana. O tema central: o financiamento da campanha eleitoral. O pré-candidato quer saber com quanto poderá contar — e, sobretudo, quando os recursos estarão disponíveis.
Veto, não – A um interlocutor da federação União Progressista, o prefeito de São Gonçalo do Amarante, Jaime Calado, afirmou que a presença de Carlos Eduardo Alves na chapa ao Senado pode prejudicar a reeleição da senadora Zenaide Maia, sua esposa. Admitiu insatisfação, mas não vetou o nome do ex-prefeito de Natal.
Auxílio-moradia – Rogério Marinho acionou o TCU para apurar possível irregularidade no pagamento de auxílio-moradia ao delegado da Polícia Federal Marcelo Ivo de Carvalho, que atuava como oficial de ligação junto à agência de Imigração e Controle de Alfândega dos Estados Unidos (ICE). A representação questiona o custeio de uma residência de alto padrão no exterior, estimado em cerca de R$ 48 mil mensais. Um luxo, nas palavras do senador potiguar.
8 de janeiro – O Congresso Nacional deve analisar, no dia 30, o veto do presidente Lula ao projeto que trata da dosimetria das penas aplicadas aos condenados por tentativa de golpe de Estado, em razão do envolvimento nos atos de 8 de janeiro de 2023. A decisão pode alterar o tempo de prisão e as regras de progressão de regime nesses casos.
Onde estamos errando? – Edinho Silva, presidente do PT, defendeu que o partido adote uma postura de humildade para reconquistar setores da sociedade que se afastaram da legenda. Ao encerrar o 8º Congresso Nacional do partido, o dirigente cobrou uma análise sincera sobre a perda de conexão com o eleitorado, especialmente nas periferias. Segundo ele, o PT não pode reagir com irritação à queda de votos nesses segmentos.
— Temos que ter humildade e perguntar onde estamos errando — afirmou.