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Esporte

Atacante brasileiro completa nove anos na Europa e mira retorno à Seleção: "Tenho isso como meta"

Foto: Luca Rossini/NurPhoto via Getty Images

Em janeiro de 2017, Gabriel Jesus se despediu do Palmeiras para desbravar o futebol europeu pela primeira vez. Nove anos se passaram, ele defendeu duas grandes camisas da Premier League, se tornou recordista e superou grandes lesões. O atacante se diz "realizado" com tudo que viveu nesse tempo e focado na sequência com o Arsenal e na disputa por uma vaga na seleção brasileira. A matéria é do ge.

— Eu lembro como se fosse hoje minha chegada ao City. Era muito novo ainda, mas cheio de sonhos e perspectivas. Eu não poderia imaginar chegar onde cheguei, acumulando recordes, tantas conquistas e duas Copas do Mundo. Sou realizado por todo esse período na Europa e por ter convivido com tanta gente boa, com profissionais que me deram suporte de chegar onde eu cheguei. Sem esquecer, é claro, primeiramente de Deus, e de todo o suporte da minha família, da minha esposa e, posteriormente, com a chegada dos meus filhos, quando minha vida também se transformou — celebrou o camisa 9.

A estreia na Europa foi no dia 21 de janeiro de 2017, no meio da temporada 2016/17, no empate de 2 a 2 entre Manchester City e Tottenham na Premier League. Ao longo dos anos, Gabriel acumulou 77 gols na competição e se tornou o segundo maior artilheiro brasileiro da competição, atrás apenas de Roberto Firmino - que tem 82. As temporadas com o City e com o Arsenal também permitiram que Jesus se destacasse na Champions.

Ele soma 26 gols em 53 jogos, com média de 0,49 por partida, e ocupa a quinta posição no ranking de brasileiros que mais balançaram as redes na competição continental, empatado com Rodrygo, do Real Madrid. Aliás, na última terça, Gabriel foi responsável por fazer os dois primeiros do Arsenal contra a Inter de Milão, na sétima rodada do torneio.

— Acho que foram muitos momentos marcantes. O primeiro gol, a primeira taça, a primeira convocação para a Seleção, que foi consequência do que eu fiz na Europa. Até mesmo as lesões precisam ser lembradas, pois, como já falei diversas vezes, elas me engrandeceram como homem, pai e marido. Me fizeram ver a vida de outra forma, dentro e fora de campo, e espero que elas nunca mais aconteçam. Agora só quero saber, realmente, de recuperar 100% o ritmo e ser mais uma peça na engrenagem do Arsenal, ajudando o clube com novos títulos e conquistas — disse.

O camisa 9 é cria da base do Palmeiras. Lá, ele se destacou como melhor jogador da Copa São Paulo de Futebol Júnior, campeão da Copa do Brasil e do Campeonato Brasileiro - trajetória que chamou atenção de Pep Guardiola e motivou a transferência para o Manchester City.

— Não poderia deixar de agradecer ao Palmeiras por ter vencido na Europa. Foi um clube que me preparou como atleta e ser humano, me ajudando muito fora das quatro linhas e nos momentos em que mais precisei. Posso dizer que cheguei pronto à Europa, no sentido de vivência de campo, de jogo e de maturidade. Sem nunca esquecer das minhas origens e de onde eu vim, porque sem isso eu não teria conquistado tantas coisas neste período de nove anos.

Nesses 11 anos de carreira, Gabriel também adicionou ao currículo uma conquista da Copa América, quatro Campeonatos Ingleses, uma Copa da Inglaterra, quatro Copas da Liga Inglesa e duas Supercopas da Inglaterra. Além de uma medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 2016.

No último ano, ele passou por uma longa recuperação para tratar o rompimento do ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo, ocorrido ainda na temporada passada. Voltou a jogar em dezembro e já ajudou o time com três gols e uma assistência.

Líder do Campeonato Inglês e da Champions League com o Arsenal, Gabriel Jesus reforçou o desejo de se manter em alto nível para estar entre os escolhidos de Carlos Ancelotti.

— Acho que um sonho para este ano é viver o presente, dia após dia, e ajudar meus companheiros do Arsenal a lutar pelos títulos da temporada, além, é claro, de voltar à seleção brasileira. Tenho isso como meta, de ser convocado e chamado pelo Ancelotti. E isso vai depender, é claro, do que eu fizer neste retorno aos gramados — completou Gabriel.

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