O presidente Lula aproveitou sua passagem pela cúpula do G7 para defender as urnas eletrônicas e recomendar à ONU o sistema de votação adotado pelo Brasil.
A noticia é da coluna de IGOR GADELHA. A defesa foi feita pelo petista em conversa nesta quarta-feira (17/6) com a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, e com chanceler alemão, Friedrich Merz.
A fala foi captada por câmeras da agência de notícias Associated Press (AP). Nela, Lula diz que o resultado das eleições no Brasil é divulgado rapidamente graças às urnas eletrônicas.
Em seguida, o mandatário brasileiro ressalta que as Nações Unidas deveriam recomendar o sistema de votação adotado pelo Brasil a todos os países do mundo.
“A eleição no Brasil é muito rápida. A votação termina às cinco horas da tarde e, às sete horas da noite, já temos o resultado. São cerca de 60 milhões de votos. Eu não sei por que a ONU não adota o sistema eletrônico como orientação aos países”, diz Lula.
A conversa prossegue. Lula também explica a Merz e a Kristalina que não é permitido entrar na cabine de votação com celular e detalha como funciona o voto na urna eletrônica, com o eleitor digitando o número de seu candidato.
“Não pode entrar com celular. Na urna eletrônica aparece o campo para votação, você digita o número do candidato. O meu número é 13. Então o eleitor digita 13 e aparece a minha foto. Se ele quiser votar em mim, aperta ‘confirma’. Se digitou 13 e eu não sou o candidato dele, aperta o outro botão, o vermelho, apaga e pode votar de novo”, completou o petista.