O presidente do Vasco, Pedrinho, não poupou críticas ao Consórcio Fla-Flu, que administra o Maracanã. A irritação do dirigente vascaíno ocorreu após a concessionária emitir uma nota pública oferecendo o estádio para o jogo da semifinal da Copa do Brasil contra o Palmeiras, marcado para o dia 8 de novembro. A "boa ação", no entanto, soou como deboche para o clube, já que há um mês o mesmo consórcio havia negado um pedido do Cruzmaltino para a mesma partida.
Para o mandatário, a atitude soou como hipocrisia, especialmente por ter ocorrido logo após a goleada sofrida pelo Vasco no clássico contra o Flamengo pelo Brasileirão. Pedrinho afirmou que os administradores do Maracanã fizeram "de tudo" para barrar o clube anteriormente e questionou a verdadeira intenção por trás dessa mudança repentina de postura. "As pessoas se acham espertas, mas não são espertas. Sei muito bem qual foi a intenção", disparou.
O ex-jogador ressaltou que sequer procurou o consórcio nesta nova ocasião e estranhou o fato de a liberação ser anunciada aos quatro ventos. Segundo ele, em toda a sua trajetória no mundo do futebol, é a primeira vez que vê um estádio ser oferecido publicamente sem sequer ter sido solicitado, lembrando ainda que a mesma empresa se recusou a assinar documentos de acordos recentes envolvendo a dupla Fla-Flu.
Irredutível, Pedrinho bateu o martelo e garantiu que o Vasco segue focado em mandar a decisão em sua própria casa. A diretoria cruzmaltina mantém o planejamento de receber cerca de 25 mil torcedores em São Januário para o duelo decisivo contra os paulistas, aguardando apenas o aval final e o esquema de liberação da Polícia Militar do Rio de Janeiro.