Histórias do futebol, que precisam ser contadas. Essa foto histórica me foi enviada pelo amigo Gilney Azevedo, que sempre morou nas cercanias do JL. Maurílio, que se denominava "o melhor maqueiro do Norte/Nordeste do Brasil", falecido recentemente, lembrado numa nota seca da FNF.
O do centro, Emanoel Juvenal, que dedicou mais de 50 anos de sua vida a cuidar do estádio JL - documentação de jogadores, limpeza da sede, cuidado com a grama e até conservação e recuperação de bolas. Ele as pintava de branco para parecerem novas e reutilizadadas na categoria juvenil e jogos da Segunda Divisão (que era uma festa).
Ele passou por João Machado, General Cícero Almeida (na época capitão), Domilson Damásio, Pio Marinheiro e Nilson Gomes, que ficou no cargo por 23 anos. Quando José Vanildo assumiu tirou a sede da FNF do JL, foi mudando as coisas e Emanoel Juvenal foi escanteado, na última conversa que tive com ele (lá na sua cigarreirinha na esquina da Rua Assu com a Afonso Pena, ele me contou coisas que me enojaram que fizeram a ele. Salve Emanoel Juvenal, também falecido.
E por último, Luciano. Deficiente mais eficiente que você poderia contar. Morava num cantinho do JL, seu quartinho acho até que ele e Maurílio dividiam o mesmo espaço. Minha homenagem a todos.
E para não fugir à regra, uma historinha engraçada também lembrada por Gilney. Aconteceu durante um jogo entre ABC x América, JL lotado, anos 60, faltou o maqueiro companheiro de Maurílio. Não tinha jeito, chamaram Luciano e ele, prontamente, atendeu ao chamado.
A certa altura, cai um jogador no meio do gramado, entra a dupla. Atleta colocado na maca, e na hora de suspender para a retirada, cai o calção de Luciano, como ele só movimentava e tinha força em um braço, teve que continuar segurando a maca, bermuda arriada, só de cueca, retirando o atleta.
Todo estádio gargalhando, até mesmo o colega Maurílio. Vivas para Luciano, Maurílio e Emanoel Juvenal!!! Figa para os dirigentes sem memória e sem respeito a quem realmente fez pelo futebol.
