Todos lembram do drama vivido pela SAF e comunidade do América no início de 2026, com a perda de pontos por causa de um jogador que teria atuado irregular.
Graças a união de esforços (Associação, SAF e outros dirigentes) em uma força-tarefa, a coisa foi revertida e o América recuperou os pontos, mas foi multado em R$ 100 mil.
Pois muito bem, essa história agora tem novos capítulos.
É que simplesmente a multa NÃO FOI PAGA!
E eu explico:
Em 26 de fevereiro desse ano, o Pleno do STJD condenou o América SAF com o pagamento de multa de R$ 100 mil.
Logo após o julgamento, foi apresentado um novo recurso pelo América (Embargos de Declaração), que foi julgado e integralmente rejeitado no dia 16 de março, mantendo o acórdão original. Com isso o valor dos R$ 100 mil da multa foi confirmado na esfera jurídica esportiva.
O TJD/RN notificou formalmente o América em 12 de maio, buscando o cumprimento voluntário da obrigação, que deveria ter sido efetuado em 5 dias.
Segundo apurei, até o fechamento dessa matéria, não houve pagamento dos R$ 100 mil.
NOVA PUNIÇÃO
O TJD/RN vai provocar o América sobre o pagamento e persistindo a falta de pagamento, o Alvirrubro estará sujeito a um novo processo com base no Artigo 223 do CBJD, que trata especificamente do ato de "deixar de cumprir ou retardar o cumprimento de decisão, resolução, transação disciplinar desportiva ou determinação da Justiça Desportiva".
As sanções previstas para esta infração são:
1. Aplicação de nova multa, cujo valor pode variar de R$ 100,00 (cem reais) a R$ 100.000,00 (cem mil reais);
2. Suspensão por prazo, que pode variar de 15 (quinze) a 180 (cento e oitenta) dias;
Essa suspensão pode ser aplicada tanto a dirigentes quanto ao próprio clube, o que poderia, em tese, impedi-lo de participar de jogos e competições.
RESPOSTA DA SAF:
Entrei em contato com Vitor Arteiro, CEO da SAF.
Segundo ele, a questão já está sendo resolvida na esfera jurídica e o América pretende quitar o valor.
Inclusive com a SAF entrando com um pedido de parcelamento do valor (R$ 100 mil).
Esse parcelamento deve passar por uma aprovação do próprio Tribunal de Justiça Desportiva.