O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) anunciou que solicitará à Polícia Federal a quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático do escritório de advocacia vinculado ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O parlamentar informou, por meio das redes sociais, que apresentará uma notícia de fato para pedir a abertura de uma investigação sobre a movimentação financeira da empresa.
O pedido foi motivado por uma reportagem que apontou que o escritório teria emitido R$ 1,5 milhão em notas fiscais para empresas relacionadas ao empresário Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master. Lindbergh afirma que há indícios de que a banca possa ter sido utilizada para receber recursos sem a efetiva prestação de serviços jurídicos.
Na publicação, o deputado também questionou a estrutura do escritório, afirmando que ele funcionaria no endereço residencial de Flávio Bolsonaro, em Brasília, sem funcionários, atendimento ao público ou organização compatível com a atividade advocatícia. Segundo ele, desde 2021 foram emitidas 41 notas fiscais, incluindo um pagamento de R$ 500 mil atribuído à empresa Contábil Correia. "Se ele não exercia atividade, o que fez com esse dinheiro?", questionou.
Lindbergh ainda citou o contador Alexandre Caetano dos Reis, que, segundo ele, prestou serviços ao escritório e já foi investigado pela Polícia Federal em operações relacionadas à lavagem de dinheiro. O deputado também afirmou que Alexandre é irmão de Letícia Caetano dos Reis, apontada como sócia administradora da banca. Além da quebra dos sigilos, o petista informou que pedirá um novo depoimento do contador à PF.