A seleção brasileira passou vergonha, nos envergonhou, empatou de 1 a 1 com o Marrocos, na estreia da Copa do Mundo, neste sábado, no estádio de Nova Jersey, com um gol de lampejo de Vinícius Júnior que, na seleção, vive disso. O treinador Carlo Ancelotti, independente do monte de conquistas em seu currículo, para mim, é um bronco, conservador e retranqueiro.
O Brasil não teve, de novo, e vai ser sempre assim, saída de bola.Uma defesa lenta jogando e na recomposição. A invenção do meio-campo com Casemiro, Guimarães e Paquetá foi bola fora. Os caras não acertaram um passe e ainda não marcavam.
O ataque deu pena. O Raphinha é o amarelão de sempre, não tem coragem de tentar, pelo menos tentar uma jogada individual. Foi um zero à esquerda, assim como o Igor Thiago, que eu não reclamo e nem critico porque nunca esperei nada desse rapaz, dessa invenção. Enquanto isso, Pedro, está no Brasil vendo pela tevê.
O tempo quase todo, quando quis, o Marrocos mandou na partida. Sentiu um pouco o baque depois do gol de empate. No segundo tempo, se repetiu o show de horrores do Ancelotti, ele que já tinha errado na escalação e as mudanças que fez, absurdo, foi somente para não perder.
Sim, sim, claro que Casemiro deveria sair, assim como o Ibañez, que sentiu demais a estreia em posição que não é a sua. Mas cadê a disposição de vencer? Fabinho e Danilo, mudanças para não perder, ao contrário do que imaginei que ele trocaria para tentar vencer.
Seguraria o Guimarães atrás, entraria com Luiz Henrique, Rayan e Endrick, não mexeria no Paquetá que, a despeito do primeiro tempo horroroso, estava um pouco melhor na partida. Fabinho foi bem, ninguém pode ser pior que o Casemiro; Danilo discreto e somente quando Luiz entrou o Brasil mostrou algo no ataque.
O Brasil só se defendia e esperava um novo lampejo que não veio. Vinícius Júnior deu um passe bom, quase de gol, para o inútil Raphinha, e só. A nossa seleção assistiu, quase até o final, com uma ou outra investida partindo de Luiz Henrique, o Marrocos jogar. Foi uma vergonha.

A minha teoria sobre a decadência do futebol sul-americano está se fortalecendo. O Brasil volta a campo na nesta feira para enfrentar o Haiti. Se não mudar, vai sofrer também.