O medo que o qual o PT olha para a montagem da chapa e as pesquisas de intenção de voto deixa claro: o partido sofre com o grande peso da impopularidade do Governo Fátima.
Mesmo comandando o Governo do RN há sete anos, o PT teme perder espaço para um aliado sem mandato desde 2022: o ex-deputado Rafael Motta (PDT), hoje 2º nome ao Senado na chapa de Cadu Xavier, ao lado da presidente do PT, Samanda Alves.
Tanto é que os petistas tentam escondê-lo na condição de vice, forçando uma mudança nas cadeiras nesta reta final do período pré-eleitoral.
Não é por acaso. As pesquisas colocam Rafael Motta a frente de Samanda, a candidata "número 1".
A manobra já gera racha: a ala ligada à deputada Natália Bonavides quer substituir Motta por um nome do PSOL, enquanto o PDT segue com a convenção marcada e lembra que Lula e o presidente nacional do PT já validaram o nome do pedetista.
O episódio revela a fragilidade real do "time de Lula" no RN: depois de sete anos no poder, o PT não se sente seguro para disputar abertamente dentro da própria aliança com alguém fora de mandato há quatro anos.