O timoneiro
A chapa de Álvaro Dias para o governo está, ao que tudo indica, fechada. Falta o ritual das convenções de agosto, mas a tendência é que nenhum nome se mexa do lugar: Álvaro candidato, Babá Pereira na vice, Styvenson Valentim e Coronel Hélio ao Senado.
A novidade boa para o grupo é o nome do coordenador da campanha: Paulinho Freire, prefeito de Natal. Político experiente, articulador, sagaz e com prestígio entre as lideranças.
Já havia declarado apoio a Álvaro — agora assume a missão que pode definir outubro.
Se o face lifting do candidato Alvaro lhe suavizou as feições e devolveu alguns anos, a chegada de Paulinho cumpre função parecida na campanha: dá tração, dá rumo, dá segurança.
Para alguns aliados, aliás, era exatamente isso que faltava — porque a campanha, até aqui, simplesmente não havia começado.
A queixa corria à boca pequena.
Paulinho, ocupado com as demandas da prefeitura e a eleição da esposa, Nina Souza; Styvenson, em peregrinação pelo estado inaugurando obra atrás de obra, fazendo a campanha que lhe interessa - afinal, é a dele. Rogério Marinho, em Brasília, dedicado à empreitada de Flávio Bolsonaro. Cada qual no seu projeto pessoal, e o candidato a governador no meio disso tudo, esperando.
Pois é... Parece que o barco, enfim, ganhou um timoneiro.