Foto: Divulgação / Nike
O ritual se repete. Às vésperas de cada Copa do Mundo, a CBF e a Globo montam o mesmo cenário: Maracanã lotado, adversário de paisagem, placar elástico e a torcida saindo do estádio convencida de que o hexa, finalmente, chegou.
Ontem foi a vez do Panamá pagar a conta.
No primeiro tempo, a seleção supostamente titular fez o suficiente para não passar vergonha — e só. 2 x 1 contra uma equipe que não assusta nem no papel. Acomodada, sem garra, sem vontade, sem uma jogada que merecesse destaque. Ancelotti observava da beira do campo. O que ele viu não deve tê-lo entusiasmado.
No segundo tempo, entraram os reservas. E aí o jogo mudou. Mais intensidade, mais atitude, mais fome. Resultado: 4 gols . A ironia é grossa: o time que deveria ser titular jogou pior do que o banco.
A pergunta que fica — Qual das duas seleções vai para o Mundial. A do primeiro tempo, apática e sem nenhum lampejo de criativiade, ou a do segundo, aguerrida e com algo a provar?
E Neymar, hein ?! Contundido, fora de campo, assistindo de longe... O diagnóstico é cruel: com a seleção anêmica que Ancelotti exibiu no primeiro tempo, Neymar “engessado” ainda entraria no time. Não é defesa do camisa 10. Não gosto dele. Mas inegavelmente é o único fora de serie desse grupo canarinho.