A Polícia Civil do Rio Grande do Norte, em ação conjunta com a Polícia Civil da Bahia, deflagrou nas primeiras horas da manhã desta terça-feira (19) a “Operação Cartãozeiro”, que desarticulou um grupo criminoso especializado em fraudes eletrônicas por meio da clonagem de cartões de crédito.
Durante a operação, quatro mandados de prisão preventiva foram cumpridos em Salvador, na Bahia. Dois homens e duas mulheres, com idades entre 26 e 47 anos, foram presos suspeitos de integrar o esquema criminoso. Um dos investigados também acabou preso em flagrante por comércio irregular de anabolizantes e canetas emagrecedoras.
As investigações começaram após uma instituição financeira denunciar à Polícia Civil do RN uma sequência de golpes sofridos em um curto período de tempo. Segundo a corporação, foram registrados 168 crimes de fraude eletrônica em apenas 10 dias.
De acordo com a investigação, os criminosos realizaram mais de 160 compras de alto valor utilizando links fraudulentos de pagamento, causando um prejuízo superior a R$ 800 mil.
A polícia revelou que o grupo atuava com o chamado “tráfico de CC”, termo usado no meio criminoso para a compra e venda de dados de cartões de crédito obtidos ilegalmente, geralmente na deep web. As informações eram utilizadas para aplicar golpes contra instituições financeiras e pessoas físicas.
Ainda segundo a Polícia Civil, após receberem os valores das fraudes, os suspeitos pulverizavam rapidamente o dinheiro em diversas contas bancárias de terceiros para dificultar o rastreamento das transações.
As investigações também apontaram que dois integrantes do grupo abriram empresas de fachada em nome dos próprios pais, utilizados como “laranjas” para movimentar os valores obtidos ilegalmente.
A polícia identificou ainda que os quatro presos formavam dois casais de amigos que atuavam de maneira estável e organizada na prática criminosa.
Durante o cumprimento dos mandados, os agentes apreenderam veículos registrados em nome dos investigados, incluindo dois carros de luxo, além de anabolizantes, canetas emagrecedoras e outros materiais considerados importantes para a investigação.
Segundo a Polícia Civil, o suspeito preso em flagrante comercializava irregularmente substâncias à base de tirzepatida, conhecida popularmente como Mounjaro®, além de retatrutida.
A corporação reforçou o alerta para que a população nunca compartilhe dados sensíveis de cartões de crédito, como número do cartão, código de segurança, validade e informações pessoais por telefone, mensagens ou links enviados fora dos canais oficiais.