O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), fez relato em suas redes sociais de que uma funcionária de uma empresa aérea, ao olhar um cartão de embarque com o nome dele, manifestou a um agente de polícia judicial a vontade de matá-lo. Diante disso, Dino fez um apelo para que empresários promovam projetos de conscientização com seus empregados.
A noticia é de MANOELA ALCÂNTARA. “Uma funcionária de uma empresa aérea, ao olhar um cartão de embarque com meu nome, manifestou a um agente de polícia judicial a vontade de me xingar. Em seguida se ‘corrigiu’: disse que seria melhor MATAR do que xingar. Como não a conheço, nem ela me conhece, é claro que tais manifestações derivam de minha atuação no STF“, disse.
Dino diz na mensagem que não pretende expor ninguém, mas fazer um alerta, por esse não ser um relato exclusivamente pessoal, e, sim, coletivo.
“Imaginemos que outros funcionários, da mesma ou outra empresa aérea, sejam contaminados com idêntico ódio. Isso pode significar até riscos para segurança de aeroportos e de voos e, por conseguinte, de outros passageiros”, disse nas redes sociais.
O ministro do STF ainda ponderou a possibilidade de o mesmo problema ou pensamento acontecer em uma rede de restaurantes, por exemplo: “Um cliente corre o risco de, por exemplo, ser envenenado?”.
O ministro, então, ao expor o problema, fez um apelo: “O pedido que faço às empresas em geral, mas especialmente àquelas que lidam com o público, é que façam campanhas internas de EDUCAÇÃO CÍVICA para que todos possam conviver em PAZ, especialmente neste ano eleitoral, em que muitos sentimentos se acirram”.