O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), afirmou que a coordenação da pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) trabalha com pelo menos três mulheres como favoritas para compor a chapa na eleição presidencial.
A noticia é de THIAGO NOLASCO. Marinho também descartou a possibilidade de uma chapa “puro-sangue”, formada exclusivamente por integrantes do Partido Liberal. Segundo ele, a estratégia é escolher uma candidata que amplie a representatividade política da campanha e fortaleça a aliança com outros partidos do campo conservador. Marinho citou como principais nomes a senadora Tereza Cristina (PP-MS), a deputada federal Simone Marquetto (PP-SP) e a vereadora de Fortaleza Priscila Costa (PL-CE).
De acordo com o senador, a escolha da vice deve levar em consideração não apenas a trajetória política, mas também a capacidade de dialogar com diferentes segmentos da sociedade.
Entre as três favoritas, Marinho destacou a senadora Tereza Cristina como um dos principais nomes. Ex-ministra da Agricultura, ela foi elogiada pelo trabalho à frente da liderança do PP no Senado e pela interlocução com o agronegócio.
Segundo o parlamentar, o setor representa uma das principais forças da economia brasileira e teria papel estratégico em uma eventual campanha presidencial.
A definição oficial do nome que ocupará a vaga de vice-presidente deverá ocorrer durante a convenção partidária marcada para o fim de julho, quando também deverão ser formalizadas as alianças para a disputa presidencial.
Aliados de Flávio Bolsonaro defendem a inclusão da deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) como candidata a vice. Um dos defensores dessa alternativa é o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio.
Marinho, porém, rejeitou a ideia de uma composição restrita ao PL. “É importante, é essencial que todos nós possamos unir esforços para dar certo e que Flávio se eleja presidente da República. Para que isso aconteça, nós precisamos trazer outras forças. [...] Era importante que nós trouxéssemos para fortalecer a chapa do Flávio alguém que pudesse complementar o perfil do Flávio”, pontuou.
Segundo ele, o objetivo da coordenação é ampliar a base de apoio por meio de negociações com partidos aliados, como PP, União Brasil, Republicanos e Podemos.