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Política

Jaques Wagner diz que apartamento de R$ 2,45 milhões era para a filha

JAQUES WAGNER | LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES

O senador Jaques Wagner (PT-BA), alvo de operação da Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (18/6) no caso do escândalo de corrupção do Banco Master, afirmou que pretendia dar o apartamento avaliado em cerca de R$ 2,45 milhões, cujo transferência é investigada pela corporação, para a filha.

“Sobre o apartamento, na verdade, é um apartamento que está em construção. Eu tinha interesse (em) dar o apartamento ou de ajudar minha filha a comprar um apartamento desse. Como o Augusto Lima (banqueiro) era um investidor, eu disse a ele: ‘Você pode comprar? Depois, eu vou recomprar. Porque o apartamento está em construção, não está pronto. Então eu teria que vender o apartamento da minha filha para poder complementar e pagar o apartamento, ou ela financiar.”, disse o senador em entrevista à Band News.

O apartamento em questão, segundo a investigação da PF, fica em Salvador (BA), no empreendimento de luxo Poème Horto.

A suspeita dos investigadores é de que o imóvel tenha sido repassado por Augusto Lima, ex-sócio do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, com a participação de intermediários ligados ao grupo investigado.

Segundo mensagens interceptadas pela PF, o senador baiano teria pedido dados do imóvel ao empresário Augusto Lima.

“Consegue esses dados? O envio do projeto é até o dia 19/05, segunda-feira. Eles também falam de um formulário de envio, mas esse formulário não foi disponibilizado, nem está entre os arquivos do link que a construtora disponibilizou”, diz a mensagem citada na decisão que autorizou a operação da polícia.

De acordo a investigação, estes dados seriam necessários para a emissão de um Registro de Responsabilidade Técnica (RRT), documento exigido para realizar alterações no apartamento.

Logo após receber as informações, Augusto Lima teria acionado interlocutores ligados ao grupo econômico investigado, para tratar da compra do imóvel.

Segundo a PF, a aquisição foi posteriormente formalizada pela empresa Epítome S.A., representada por Luiz Antônio Lombardi, com recursos de estruturas de fundos vinculadas ao grupo investigado.

 

METRÓPOLES

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