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Política

Lula afirma que EUA mentem para taxar Brasil

Lula | Poder 360

O presidente Lula afirmou nesta quinta-feira (11) que os Estados Unidos “mentem” para justificar tarifas contra o Brasil. A declaração foi dada durante a apresentação de dados sobre o desmatamento na OTCA (Organização do Tratado de Cooperação Amazônica), em Brasília. A informação é do Poder 360.

Ao comentar o tarifaço, Lula declarou: “Estados Unidos mentiram da 1ª vez, dizendo que tinham deficit. Mostramos que eles tinham superavit. Agora, [fazem o mesmo com] a questão do desmatamento”.

O presidente se referiu à proposta do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), de impor tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. Segundo o USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, na sigla em inglês), o Brasil adota práticas comerciais consideradas desleais. 

De acordo com dados do Deter divulgados nesta quinta-feira, o desmatamento na Amazônia caiu 64,1% em maio na comparação com o mesmo mês de 2025.

Em seu discurso, Lula afirmou que vai “pegar os dados e mandar para o cidadão do comércio dos Estados Unidos”, em referência a Jamieson Greer, representante comercial norte-americano.

Questionado sobre o envio das informações, o ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, disse que os dados são públicos e serão usados pelo Ministério das Relações Exteriores nas conversas com os Estados Unidos.

“Os dados não foram feitos para responder a nenhum governo. É algo que o governo brasileiro faz periodicamente”, afirmou.

O ministro declarou ainda que dados do Prodes —sistema oficial de monitoramento do desmatamento— já foram apresentados aos Estados Unidos em reuniões técnicas realizadas em Washington.

Segundo Lula, o governo norte-americano “não sabe o trabalho que o Brasil faz para que se chegue a desmatamento zero até 2030”. O presidente também afirmou que “não tem nenhum país que leve a sério como o Brasil”.

O petista declarou ainda que a única guerra que trava com Trump é a de narrativa. Disse que o republicano foi eleito “para ser presidente dos Estados Unidos, não imperador do mundo”.

“Com o Brasil é assim: não queremos briga, queremos respeito, igualdade, civilidade e comércio para o desenvolvimento dos 2 países”, afirmou.

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