A Justiça de São Paulo determinou o leilão da mansão onde a apresentadora Ana Hickmann morava com o ex-marido, Alexandre Corrêa, em Itu (SP). A venda direta do imóvel foi suspensa, e agora ele será leiloado por um lance inicial de R$ 35 milhões para quitar dívidas. A decisão foi publicada na sexta-feira (30).
Segundo a decisão do juiz Guilherme Madeira Dezem, do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP), a venda do imóvel penhorado será feita por meio de um leilão judicial eletrônico. O leiloeiro Eduardo Consentino foi nomeado para conduzir o processo.
Segundo informações do G1, o leilão será realizado de forma totalmente online, em uma plataforma especializada. Quem arrematar o imóvel deverá fazer o pagamento à vista em até 24 horas e pagar uma comissão de 5% ao leiloeiro. O processo prevê a publicação de um edital e a possibilidade de visitas à mansão.
A decisão também estabelece que a mansão será vendida "no estado em que se encontra". Isso significa que o comprador será responsável por verificar as condições do imóvel e assumir eventuais dívidas associadas a ele, com exceção de débitos fiscais, conforme previsto em lei.Imóvel estava à venda por R$ 40 milhões
Antes da decisão judicial, a mansão estava à venda por R$ 40 milhões em uma imobiliária. O objetivo era usar o dinheiro para quitar dívidas atribuídas a Alexandre Correa. A negociação, no entanto, foi interrompida a pedido da defesa dele, que alegou não ter sido consultada sobre a venda de um bem que pertencia ao casal.
O imóvel tem um terreno de 6,1 mil metros quadrados e 1,6 mil metros quadrados de área construída.
O que dizem as partes
Em nota, a equipe de Ana Hickmann afirmou que Alexandre Correa negociou e movimentou todos os valores sozinho, além de ter confessado a dívida sem questionar supostas irregularidades no contrato.
A defesa da apresentadora também aponta um "excesso de garantias": "Além disso, foi indicado um imóvel avaliado em R$ 35 milhões como garantia para o pagamento de uma suposta dívida de aproximadamente R$ 700 mil, o que configura excesso de garantias. Essa situação será questionada e impugnada pelos advogados de Ana Hickmann."