Virou consenso defender o fim da escala 6x1.
Bonito no discurso, simples no slogan — e quase sempre dito por quem nunca olhou uma folha de pagamento.
Pegue um caso concreto: O caixa de supermercado.
Acabou a 6x1? O dono tem três saídas, e nenhuma é o que o militante imagina.
Primeira: Contrata mais gente para cobrir o turno — mais custo de pessoal numa margem baixa. Resultado: repassa esse custo para o produto que fica mais caro para o consumidor final.
Segunda: Automatiza o processo com caixas autônomos - o chamado self-checkout - onde o próprio cliente realiza as etapas de compra. Consequência? Dispensa de funcionário
Terceira: O final de filme que ninguém aplaude: Desiste, fecha as portas e demite todo mundo.
A bandeira é generosa. A aritmética, nem tanto. Quem defende o fim da escala costuma parar a conversa exatamente no ponto em que ela fica interessante — o da conta.