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Política

Decisão de prorrogar votação abre brecha para anular 2º turno, alerta FGV

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A determinação de última hora do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de estender a votação até as 19h gerou um impasse que pode ameaçar o desfecho das eleições. De acordo com o professor de direito eleitoral da Fundação Getulio Vargas (FGV), Fernando Neisser, a medida abre um forte caminho jurídico para que as coligações peçam a anulação do segundo turno.

A vulnerabilidade apontada pelo especialista reside no relógio: a ordem judicial foi proferida pouco depois das 17h, momento em que os trabalhos já haviam sido encerrados em diversas seções pelo país. O professor destaca que, uma vez fechada, a urna eletrônica não tem como ser reaberta, o que acaba criando condições de participação desiguais entre os eleitores.

O caos logístico foi imediato nos colégios eleitorais. Mesários chegaram a relatar à imprensa nacional que as máquinas já estavam lacradas, com os boletins de urna impressos e os equipamentos sendo devolvidos à Justiça Eleitoral quando a notícia da prorrogação começou a circular, deixando as equipes locais sem qualquer orientação sobre como proceder.

A polêmica decisão que mudou os rumos deste domingo atendeu a uma ação da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que denunciou falhas e falta de ônibus no transporte público. No entanto, a equipe de Flávio Bolsonaro (PL) também já havia acionado a Justiça solicitando mais tempo de votação em cidades de São Paulo, Paraná e Santa Catarina, que foram severamente afetadas por chuvas e bloqueios de estradas.

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