A rejeição de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal não foi apenas resultado de uma mobilização da oposição, mas contou com articulação direta do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), nos bastidores. A notícia é destaque no jornal Estadão e foi manchete também no Jornal 96, assista:
Segundo a colunista Raquel Landim, Alcolumbre trabalhou intensamente para derrubar a indicação e chegou a prever, na véspera da votação, que Messias teria apenas 33 votos favoráveis — quase acertou em cheio: foram 34, quando o mínimo necessário para aprovação era 41.
A motivação de Alcolumbre teria raízes na escolha de Lula por Messias em detrimento de Rodrigo Pacheco (PSD-MG), ex-presidente do Senado e aliado político do atual chefe da Casa. Desde o anúncio da indicação, em novembro de 2025, Alcolumbre sinalizou que mudaria de postura e deixaria de atuar como aliado do governo.
Além de Alcolumbre, o ministro Alexandre de Moraes, do próprio STF, também teria desempenhado papel central nos bastidores. Segundo reportagens publicadas pelo Estadão e apurações de outros veículos, Moraes atuou para frear a chegada de Messias à Corte, provocando resistência adicional no Senado.
A pressão de Moraes contra o chefe da AGU teria sido um dos fatores que levaram Alcolumbre a hesitar por semanas antes de pautar a indicação na CCJ — e, quando finalmente o fez, já em um cenário amplamente desfavorável ao governo.