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Política

Moraes defende inquérito das fake news e cita ataques à independência dos juízes

Alexandre de Moraes | Vinícius Schmidt/Metrópoles

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, voltou a defender a continuidade do inquérito das fake news e afirmou que a disseminação de desinformação se tornou o principal instrumento de ataque ao Judiciário e ao processo eleitoral no Brasil.

A declaração consta em relatório divulgado nesta quarta-feira sobre os atos de 8 de janeiro. No documento, Moraes sustenta que a investigação foi fundamental para identificar a atuação de uma organização criminosa voltada à ruptura institucional e à desestabilização da democracia.

“A massiva desinformação, com a produção e divulgação de notícias fraudulentas contra o Judiciário e seus membros (‘fake news’), principalmente pelas redes sociais, tornou-se o maior, mais moderno e nocivo instrumento de ataque à independência dos juízes”, escreveu o ministro.

Segundo Moraes, essas ações tinham como objetivo desacreditar magistrados, enfraquecer a confiança da população no Judiciário e colocar em dúvida a legitimidade das eleições democráticas. Ele também citou ameaças diretas sofridas por integrantes da Corte.

“Diversos juízes do Supremo Tribunal Federal foram ameaçados física e psicologicamente, inclusive com a tentativa de explosão da sede da Corte”, destacou.

O ministro afirmou ainda que, diante desse cenário, foi necessário ampliar o alcance do inquérito, que passou a investigar não apenas a divulgação de notícias falsas, mas também ameaças, vazamentos de informações sigilosas, denunciações caluniosas e esquemas de financiamento de campanhas digitais.

De acordo com o relatório, as apurações da Polícia Federal identificaram a existência de um grupo político estruturado como organização criminosa, com divisão de tarefas e atuação coordenada. Entre os focos estariam ataques ao STF e ao Tribunal Superior Eleitoral, questionamentos ao sistema eletrônico de votação e a tentativa de golpe de Estado.

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