Jorge Messias, indicado de Lula para a vaga do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou em entrevista coletiva após o Senado rejeitar o nome dele para o cargo que está "tranquilo" e que a história dele "não termina aqui". Messias ainda disse que foi alvo de uma série de notícias falsas e perseguições, desde que o nome dele foi divulgado pelo presidente da República.
Assista a um trecho:
A rejeição de Messias marca um momento inédito na história recente do país: é a primeira vez em mais de meio século que o Senado Federal barra um indicado ao STF por um presidente da República. O placar de 42 votos contrários na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) superou com folga a maioria necessária para reprovar a indicação, mesmo diante das projeções otimistas divulgadas pelo governo horas antes da votação.
Messias, que ocupava o cargo de Advogado-Geral da União (AGU) no governo Lula, enfrentou resistência desde o anúncio de sua indicação. Críticos apontavam a proximidade pessoal com o presidente e questionavam a falta de imparcialidade necessária para integrar a mais alta corte do país.
Durante a sabatina, o senador Sérgio Moro (União-PR) protagonizou embates ao questionar Messias sobre temas sensíveis, como a relação do governo com o presidente venezuelano Nicolás Maduro e resoluções do TSE sobre liberdade de expressão nas eleições — perguntas que, segundo opositores, o indicado evitou responder de forma direta.