O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) informou nesta segunda-feira (18) ao AGORA RN que ainda não há prazo definido para a liberação da passarela sobre a BR-101 onde uma mulher caiu no dia 13 de abril, em Parnamirim, na Grande Natal. A estrutura fica no km 107 da rodovia, nas proximidades da Rua Tenente Osório, no Centro da cidade, e segue interditada desde o acidente.
Segundo o órgão federal, equipes de manutenção estão mobilizadas para realizar o tratamento da estrutura metálica e substituir as telas de proteção danificadas. O Dnit afirmou ainda que a área foi sinalizada e que uma faixa da rodovia precisou ser interditada para garantir a segurança durante a execução dos serviços.
Apesar das intervenções, o departamento informou que ainda não é possível estabelecer uma data para a conclusão da obra e a reabertura da passarela. De acordo com o órgão, o cronograma dependerá do planejamento contratual e das condições identificadas na estrutura. Em esclarecimento adicional, o Dnit destacou que o período chuvoso também tem impactado o andamento dos trabalhos.
O acidente aconteceu há mais de um mês. Na ocasião, uma mulher de 35 anos despencou de uma altura de cerca de cinco metros após a tela de proteção da passarela ceder. Desde então, os pedestres ficaram impedidos de utilizar a estrutura.
Com a interdição, moradores e trabalhadores da região passaram a atravessar a BR-101 em meio ao tráfego intenso de carros, ônibus e caminhões. No trecho, não há semáforo nem outro dispositivo que facilite a travessia, aumentando a sensação de insegurança entre quem circula diariamente pelo local.
Sobre o acidente
O caso ocorreu por volta das 13h do dia 13 de abril. A vítima, identificada como Luana Priscila, de 35 anos, contou que atravessava a passarela com o filho e sacolas de compras quando tentou desviar de outra pessoa. Ao encostar em um trecho comprometido da tela de proteção, acabou caindo sobre a pista. Testemunhas confirmaram a versão apresentada pela mulher.
Mesmo após a queda, Luana permaneceu consciente e foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), sendo levada ao Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal. No dia seguinte, ela relatou ter sofrido fraturas na coluna e na bacia, além de precisar permanecer acamada por cerca de três meses.
Na época, o namorado da vítima afirmou que a estrutura já apresentava problemas visíveis. “Ela se desequilibrou com as sacolas e foi exatamente nas proximidades de uma falta de proteção, ou seja, da tela da passarela que está danificada”, relatou Edson Marinho.
Luana mora no distrito de Cabeceiras, em Tibau do Sul, e estava em Parnamirim para acompanhar o filho de 7 anos em um exame médico.
Testemunhas também lembraram que o ponto onde ocorreu a queda coincide com a área atingida por um caminhão em outubro do ano passado. Desde então, segundo comerciantes e pedestres, a passarela apresentava sinais de corrosão, telas soltas e buracos na proteção lateral.
Após o acidente, a Prefeitura de Parnamirim informou que acionou o Dnit, responsável pela manutenção da estrutura. Na ocasião, o órgão federal declarou que mantém contrato contínuo para conservação das passarelas ao longo da BR-101 e que a empresa responsável havia sido acionada para adotar as providências necessárias.
Mais de um mês depois, no entanto, a passarela continua sem previsão de reabertura, enquanto pedestres seguem expostos diariamente ao risco de atravessar uma das rodovias mais movimentadas do Rio Grande do Norte.