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Segurança

[VIDEO] Os 'pontos soltos' da história da filha do prefeito do RN que fugiu com 'namorado' para Portugal

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A adolescente de 14 anos, filha do prefeito de Coronel Ezequiel (RN), Thales Farias (PL), encontrada em Lisboa na segunda-feira (12), vem resistindo ao pedido da família para retornar ao Brasil. Em áudio obtido pelo Blog do BG, ela afirma estar "mais feliz" em Portugal do que no país e diz que talvez só volte em 2027 — declaração que surpreendeu os pais, que tentam agora organizar seu retorno com apoio da Polícia Federal e das autoridades portuguesas.

A jovem foi localizada após desaparecer na madrugada de segunda-feira de um hotel em Ponta Negra, na Zona Sul de Natal, onde estava hospedada com a família. Imagens de câmeras de segurança do aeroporto de Lisboa mostram um jovem português de 21 anos, apontado como namorado da adolescente, buscando-a na chegada ao país — ela estava na casa dele quando foi localizada.

Segundo o relato mais recente do prefeito à imprensa, a fuga foi planejada pela própria adolescente enquanto a família passava o fim de semana em Natal. No sábado (10), Thales teria confiscado o celular da filha após flagrá-la trocando mensagens com um perfil suspeito nas redes sociais, sem fotos ou publicações. Horas depois, ao procurá-la no quarto do hotel, o prefeito constatou o desaparecimento: ela havia deixado o local levando o próprio passaporte na bolsa.

O ponto que mais intriga a família e as autoridades é como a menor conseguiu embarcar sozinha em um voo internacional. Pelas regras da Polícia Federal, crianças e adolescentes brasileiros que viajam ao exterior sem os dois pais ou responsáveis legais precisam apresentar, no momento do embarque, uma autorização de viagem com firma reconhecida de ambos os genitores ou autorização judicial. Segundo Thales, a família foi informada de que esse documento de fato existia — mas ainda não se sabe quem o providenciou nem quem pagou a passagem aérea da adolescente.

Um advogado foi contratado pela família para apurar as circunstâncias da viagem e investigar possível fraude na autorização apresentada à Polícia Federal no embarque. A suspeita é de que o documento tenha sido falsificado ou obtido de forma irregular para viabilizar a saída da menor do país sem o conhecimento dos pais.

A localização da adolescente em Lisboa foi resultado de um trabalho conjunto entre a Polícia Federal brasileira e as autoridades portuguesas. Uma prima do prefeito, que mora na capital portuguesa, conseguiu o endereço onde a jovem estava a partir de informações da polícia do aeroporto e a levou até uma delegacia local, onde ela permanece sob custódia. Um irmão de Thales, que mora na Espanha, está a caminho de Portugal para buscá-la e tentar convencê-la a retornar ao Brasil — tarefa que, até o momento, não teve sucesso, diante da recusa manifestada pela adolescente em voltar antes de 2027.

 

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