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Brasil

Caso Master: PF se reúne com Fachin para apresentar material que cita ministros do STF

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Créditos: Gustavo Moreno/STF e Andressa Anholete/Agência Senado

O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, se reúne nesta terça-feira (13) com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, para entregar informações relacionadas ao caso Banco Master que mencionam ministros da Corte e familiares de magistrados. O material foi extraído dos celulares de Daniel Vorcaro, ex-dono do banco, e de Fabiano Zettel, cunhado do empresário.

O encontro foi solicitado pela própria Polícia Federal. Fontes da cúpula da PF avaliam que a reunião pode ajudar a reduzir os questionamentos em torno do caso. A instituição pretende deixar os dados à disposição do Supremo para que o tribunal defina as providências cabíveis.

Em ofício enviado a Andrei Rodrigues em 2 de outubro, Fachin já havia manifestado interesse na apuração de eventuais fatos envolvendo integrantes da Corte. No documento, o ministro destacou a importância de investigar todas as informações relevantes e declarou confiar na atuação independente da PF e do Ministério Público, respeitadas as competências do Supremo.

Relatórios individuais dependem de decisão do STF

A elaboração de relatórios específicos sobre cada ministro dependerá de uma decisão do Supremo. Caso a Corte solicite novos documentos, a Polícia Federal deverá avaliar se produzirá um relatório conjunto ou arquivos separados para cada magistrado.

Dos dez integrantes do STF, pelo menos seis são mencionados no material, em diferentes contextos, ou têm familiares citados. As informações também incluem referências a ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Entrega ocorre em meio a desgaste no Supremo

A reunião desta terça-feira acontece em meio a uma crise institucional no STF, intensificada em 1º de setembro, quando Mendonça retirou o sigilo de um relatório da PF que registrava contatos entre o ministro Alexandre de Moraes e Vorcaro. Desde então, os dois magistrados trocaram acusações relacionadas à condução das investigações.

Diante do episódio, Fachin abriu um procedimento para reunir informações de Moraes, Mendonça, do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e do diretor-geral da Polícia Federal.

A tentativa de construir uma resposta conjunta também provocou divergências entre os ministros. Em sessão extraordinária realizada em 15 de setembro, os magistrados discutiram a possibilidade de analisar em conjunto os casos envolvendo Moraes e Mendonça. Flávio Dino pediu vista, interrompendo a análise. Posteriormente, Fachin adiou, sem estabelecer uma nova data, o exame da atuação de Mendonça.

Com informações da CNN

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