O câncer linfático, conhecido como linfoma, é uma doença que se desenvolve no sistema linfático, parte do sistema imunológico responsável pela defesa do organismo contra infecções. A doença ganhou destaque após o diagnóstico do cantor baiano Netinho, conhecido nacionalmente pelo sucesso “Milla” e que faleceu nesta terça-feira (13).
O artista enfrentava um linfoma não Hodgkin, tipo de câncer que se origina nos linfócitos, células de defesa do organismo. Em 2025, ele tornou público o diagnóstico da doença. Em maio de 2026, o cantor revelou que o câncer havia retornado e que precisaria passar por um novo tratamento.
O que é o câncer linfático?
O linfoma ocorre quando os linfócitos, células que ajudam a combater infecções, passam a se multiplicar de maneira descontrolada. Essas células podem se acumular nos gânglios linfáticos, também conhecidos como linfonodos, localizados em regiões como pescoço, axilas e virilha, além de atingir outras partes do corpo.
Existem dois grupos principais da doença: o linfoma de Hodgkin e o linfoma não Hodgkin. Este último reúne diferentes subtipos, com características, evolução e respostas ao tratamento que variam de acordo com cada caso.
Quais são os sintomas?
Os sinais podem variar conforme o tipo de linfoma e a região do organismo afetada. Entre os sintomas mais comuns estão:
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Aumento dos gânglios linfáticos, geralmente percebido como caroços indolores no pescoço, nas axilas ou na virilha;
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Febre persistente sem causa aparente;
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Suores noturnos intensos;
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Perda de peso sem explicação;
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Cansaço e fraqueza;
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Coceira na pele.
A presença desses sintomas não significa necessariamente que a pessoa tenha câncer. No entanto, alterações persistentes precisam ser avaliadas por um profissional de saúde.
Como é feito o diagnóstico?
A investigação começa com avaliação médica e pode incluir exames de sangue e de imagem. A confirmação geralmente depende de uma biópsia, procedimento que permite analisar o tecido afetado e identificar o tipo específico de linfoma.
Após o diagnóstico, são realizados exames para determinar a extensão da doença e definir a estratégia de tratamento mais adequada.
Quais são os tratamentos disponíveis?
O tratamento depende do subtipo do linfoma, do estágio da doença e das condições clínicas do paciente. Entre as opções estão quimioterapia, imunoterapia e radioterapia. Em situações específicas, também pode ser indicado o transplante de células-tronco hematopoéticas, conhecido popularmente como transplante de medula óssea.
No caso de Netinho, o cantor informou, em agosto de 2026, que estava realizando sessões de quimioterapia e que a etapa seguinte prevista seria um transplante autólogo de medula óssea, procedimento que utiliza células do próprio paciente.
O acompanhamento médico é fundamental durante todo o processo, especialmente porque alguns tratamentos podem comprometer temporariamente as defesas do organismo e aumentar o risco de infecções.
O linfoma reúne doenças com comportamentos diferentes, e as possibilidades de resposta ao tratamento variam de acordo com cada caso. Por isso, o diagnóstico correto e o acompanhamento especializado são essenciais para orientar as decisões médicas.