O prefeito de Maricá (RJ) e vice-presidente nacional do PT, Washington Quaquá, afirmou que vai pedir conversa com o presidente Lula após ser apontado como um dos possíveis alvos de um processo de afastamento de integrantes da legenda.
Uma reportagem publicada pela Folha de S.Paulo nesta terça-feira (3) revelou que o presidente nacional do PT, Edinho Silva, defendeu o afastamento de integrantes considerados desalinhados com a proposta de renovação partidária defendida por Lula. Segundo o jornal, Quaquá é um dos principais alvos da iniciativa.
À coluna de Milena Teixeira, no Metrópoles, o prefeito criticou a postura de Edinho e o acusou de agir como se fosse dono do partido. Quaquá também levantou a possibilidade de estar sendo alvo de retaliação por sua intenção de disputar o comando nacional da legenda.
“Edinho anda falando como se fosse dono do PT. Se quisesse fazer uma limpeza no partido, poderia fazer com os mensaleiros. Ele não fala para a base do PT, fala para a base do PSol. Não fala para as classes populares, mas para o PT de classe média. Na verdade, está falando para a própria base, de classe média. É mentiroso e vive falando em nome do Lula. Vou pedir uma conversa com o presidente. Edinho sabe que vou disputar o comando do PT. Ele quer transformar o partido em um negócio particular, como se fosse dono da legenda. Araraquara recebeu R$ 5 milhões, enquanto o PT nacional… Ele tem mania de querer transformar o PT em negócio”, afirmou.
Entenda o caso
Ainda segundo a Folha, Edinho Silva tem defendido o afastamento de integrantes de uma ala do partido conhecida como “centrão petista”, acusados de omissão na campanha de Lula.
Com aval do presidente, o presidente do PT propôs que dirigentes deixem voluntariamente a sigla e chegou a mencionar a possibilidade de expulsão.
A iniciativa foi apresentada em reunião da Executiva Nacional do partido, após conversas com Lula, sob o argumento de que o PT deve priorizar um projeto coletivo e renovar sua composição interna.