A TV Globo divulgou as regras do debate presidencial da próxima sexta-feira, 23, entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) sem prever a checagem de fatos durante a transmissão.
A emissora informou que as declarações serão verificadas pelo serviço Fato ou Fake, do g1, mas não confirmou se eventuais informações falsas ou incorretas serão corrigidas pelo apresentador, César Tralli.
O debate será dividido em quatro blocos: três com temas determinados e um de tema livre. A ordem das perguntas será definida por sorteios ao vivo.
No primeiro bloco, haverá seis rodadas sobre as regiões do país e um tema nacional prioritário. Cada candidato terá três minutos por rodada, distribuídos entre pergunta, resposta, réplica e tréplica.
Nos dois blocos seguintes, os presidenciáveis escolherão os assuntos entre as opções exibidas no telão. Quem estiver com a palavra poderá circular pelo cenário, enquanto o adversário deverá permanecer no púlpito.
O quarto bloco será de tema livre, com oito minutos para cada candidato, sem limite de intervenções. Ambos poderão circular livremente pelo próprio lado do estúdio.
Após o confronto, Lula e Flávio poderão conceder entrevistas coletivas de dez minutos cada, na ordem definida por sorteio.
Aposta do PT
A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), aposta no último debate presidencial como uma oportunidade para o presidente Lula (PT) consolidar a “virada” que aliados dizem enxergar na reta final do segundo turno.
Outros parlamentares petistas ouvidos por O Antagonista defendem que o presidente combine a apresentação de realizações e propostas com ataques e respostas a Flávio Bolsonaro (PL).
“O debate é o momento de maior audiência da reta final e muita gente ainda está decidindo”, afirmou Teresa à reportagem.
Segundo a líder do governo, Lula precisa usar o confronto para apresentar realizações de sua gestão e propostas para um eventual novo mandato.
“O presidente Lula é o único que tem o que mostrar: emprego, renda, comida na mesa, programas sociais de volta, melhoras no SUS e planos para o Brasil seguir crescendo. Quando o eleitor compara projetos lado a lado, fica evidente quem é o único candidato competente para comandar um país da dimensão do nosso”, disse.
“Acredito que o debate pode ser decisivo para consolidar de vez a nossa virada“.
A avaliação ocorre após a pesquisa Quaest divulgada na quarta-feira, 21, mostrar Flávio com 45% das intenções de voto e Lula com 44%. Os dois estão tecnicamente empatados, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais. Na pesquisa espontânea, ambos aparecem com 40%.
O ANTAGONISTA