Logo 96FM

som+conteúdo

IMG_2315.GIF

Política

Ex-ministros de Lula e Dilma, declaram apoio a Flávio

Aldo Rebelo, Roberto Mangabeira Unger e Flávio Bolsonaro: ex-ministros dos governos Lula e Dilma declararam apoio ao candidato do PL | Foto: Divulgação/Equipe de Flávio Bolsonaro

Os ex-ministros Aldo Rebelo e Roberto Mangabeira Unger declararam nesta quarta-feira, 21, apoio à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. 

O apoio foi firmado depois de um encontro de cerca de uma hora entre Aldo, Mangabeira e Flávio, em São Paulo. Mangabeira, que vive em Boston, nos Estados Unidos, viajou até a capital paulista para sacramentar o apoio ao candidato do PL. 

Tanto Aldo quanto Mangabeira são ex-aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição e adversário de Flávio no segundo turno do pleito deste ano. Ambos já foram, inclusive, ministros de Estado durante os governos anteriores do PT. 

Com uma longa trajetória na esquerda brasileira, Aldo Rebelo ocupou quatro ministérios em governos petistas. Ele foi ministro das Relações Institucionais (2004-2005, ainda no primeiro mandato de Lula), do Esporte (2011-2015), da Ciência e Tecnologia (2015), e da Defesa (2015-2016) — já sob o governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

Depois de participar dos governos do PT, Aldo Rebelo também foi secretário estadual da Casa Civil em São Paulo, em 2018 (na gestão de Márcio França, do PSB), e secretário municipal de Relações Internacionais na capital paulista, em 2024, no governo de Ricardo Nunes (MDB). 

Mangabeira Unger, por sua vez, foi titular da Secretaria de Assuntos Estratégicos dos governos Lula, de 2007 a 2009, e Dilma, em 2015. Filósofo e professor da Universidade Harvard, Mangabeira é amigo e aliado histórico de Ciro Gomes (PSDB), também ex-ministro de Lula e recentemente derrotado na disputa pelo governo do Ceará. 

Aldo e Mangabeira, que se tornaram críticos do governo Lula, vinham se aproximando de Flávio Bolsonaro nos últimos meses. Nos bastidores, os dois são cotados para assumir ministérios em um eventual novo governo, a partir de janeiro de 2027.

Aldo quase foi candidato e coordenou campanha de Caiado

Nas eleições de 2026, Aldo Rebelo tentou ser candidato à Presidência da República pelo Democracia Cristã (DC), mas não obteve apoio interno suficiente e acabou expulso do partido depois de desavenças com o presidente nacional do DC, João Caldas. 

Depois de deixar a corrida pelo Palácio do Planalto, Rebelo atuou como coordenador da campanha do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) à Presidência. 

Caiado terminou o primeiro turno em quinto lugar, com 2,18% dos votos válidos (2,6 milhões) — atrás de Flávio Bolsonaro, Lula, Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão). O candidato do PSD anunciou seu apoio a Flávio no segundo turno. 

Atualmente sem partido, Aldo Rebelo passou por PMDB (1980-1985), PCdoB (1985-2017), PSB (2017-2018), Solidariedade (2018-2019), PDT (2022-2024), MDB (2024-2025) e DC (2025-2026). 

 

REVISTA OESTE

Deixe o seu comentário

O seu endereço de email não será publicado