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Tarcísio diz que Lula está arrumando desculpas para não ir ao último debate

Foto: Reprodução

O governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta quarta-feira, 21, que o presidente Lula (PT) “está arrumando desculpa”para não ir ao debate da TV Globo, marcado para sexta-feira (23).

A declaração foi dada durante evento com o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL)

“Ele já está arrumando a desculpa para não ir ao debate. Porque ele está com medo. Porque não tem o que mostrar. O governo dele foi um fracasso. Tá na mão aposentar esse cara. Vamos ou não vamos? A gente quer um Brasil do verde e amarelo, um Brasil da família, um Brasil que respeite a vida, um Brasil que respeite a iniciativa privada, os comerciantes. É ou não é?”, disse.

Abertura de sigilos 

Na terça, 20, Lula condicionou sua participação no debate à autorização de Flávio para a abertura de seus sigilos bancário e telefônico.

“Se ele apresentar um documento autorizando a quebrar o sigilo, vai ter debate, porque senão ele não pode ir ao debate, porque o presidente da República não pode debater com ladrão.”

Flávio impôs nesta quarta, 21, condições para aceitar o desafio de Lula (PT) e abrir seus sigilos.

“Você não tem celular. Sabe quem recebe as ligações por você? O Marcola. O Lula tem o Marcola do lado dele. É esse Marcola que abria as portas pro Lulinha, o filho dele, fazer negócios em todos os ministérios. Então eu abro meu sigilo do telefone sim, mas o Marcola tem que abrir o dele”, afirmou o filho de Jair Bolsonaro durante agenda em Guarulhos, região Metropolitana de São Paulo.

“Pra eu abrir meu sigilo, você [Lula] vai abrir o sigilo do Instituto Lula. E tem mais uma condição: você vai abrir o sigilo do seu cartão corporativo e da Janja”, continuou.

O truque de Lula sobre os sigilos

Lula protocolou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma autorização para a liberação e divulgação pública de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico. Ele também autorizou a divulgação de dados da primeira-dama Janja e de seus cinco filhos dele, incluindo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, alvo de três inquéritos por tráfico de influência.

A medida, porém, está condicionada a que o candidato do PL a presidente, senador Flávio Bolsonaro, autorize a abertura das mesmas informações sobre si e seus familiares.

Lula autoriza “a ampla divulgação dos respectivos dados à população brasileira, por meio do sistema DivulgaCandContas ou de outro sítio eletrônico de acesso público, desde que o candidato adversário, Flávio Nantes Bolsonaro adote idêntica providência em relação a si próprio e aos seus familiares (Jair Messias Bolsonaro, Rogéria Bolsonaro, Carlos Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e Jair Renan Bolsonaro, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro)”.

A petição cível do petista está sob a relatoria do ministro André Mendonça.

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