O dia seguinte ao duelo entre Vasco e Boca Juniors pela Copa Sul-Americana foi marcado por graves acusações extracampo. O Flamengo publicou uma nota oficial na manhã desta quarta-feira (21) apontando a torcida cruzmaltina como responsável por uma série de atos de vandalismo dentro do Maracanã durante a partida de terça-feira.
De acordo com o relatório de danos repassado pelo Consórcio Maracanã, o prejuízo estrutural foi extenso. Centenas de cadeiras foram quebradas, além de severas depredações registradas nos banheiros, bares, rampas de acesso e na sinalização do complexo. No texto, o clube rubro-negro classificou o episódio como um "absoluto desprezo" pelo histórico patrimônio esportivo.
🚨 Setor da torcida do BOCA JUNIORS foi, de longe, o mais danificado no jogo de ontem, contra o Vasco. Banheiros de todos os setores também foram deteriorados. O "vandalizado" dos bares que o Consórcio Fla-Flu citou tem a ver com adesivos colados por vascaínos. Em média, segundo funcionários da manutenção do Maracanã, de 50 a 100 cadeiras são trocadas por jogo. Hoje, por ora, já são mais de 300. 🗞️ | 🎥 @ESPNBrasil @pedroivoalmeida https://t.co/KothtN0nXw
— Planeta do Futebol 🌎 (@futebol_info) October 21, 2026
Agora, as equipes de manutenção do estádio correm contra o relógio para consertar os estragos a tempo do próximo grande evento. A força-tarefa virou a madrugada para garantir que o palco esteja em perfeitas condições nesta quinta-feira (22), quando o Flamengo recebe o Estudiantes, às 21h30, pela semifinal da Libertadores, com todos os mais de 70 mil ingressos esgotados.
O saldo de cadeiras quebradas joga ainda mais lenha na fogueira em uma relação que já estava desgastada nos tribunais. Sem poder utilizar São Januário devido à capacidade mínima exigida pela Conmebol, o Vasco precisou travar e vencer uma dura batalha judicial contra o Consórcio Fla-Flu nas últimas semanas apenas para garantir o direito de mandar seu jogo no Maracanã.