Por Hellen Jambor- Jornalista da 96FM
O governo federal reajustou o piso salarial nacional dos professores da educação básica para R$ 5.130,63, um aumento de 5,4%, válido já para o próximo pagamento da categoria em todo o país.
No Rio Grande do Norte, o reajuste chega em um momento de forte aperto fiscal. O estado já ultrapassou o limite de gastos com pessoal previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal, que é de 49% da Receita Corrente Líquida. Em 2025, o Executivo potiguar comprometeu mais de 56% da receita com despesas de pessoal, sendo o único estado nessa situação.
A pressão aumenta com a convocação de 1.607 professores e profissionais da educação em janeiro de 2026, o que amplia de forma permanente a folha salarial da rede estadual.
O piso nacional define o valor mínimo a ser pago aos professores com jornada de 40 horas e deve ser custeado com recursos do Fundeb e da arrecadação estadual. Com despesas obrigatórias em alta e pouca margem orçamentária, o reajuste reforça o desafio do RN de equilibrar as contas públicas ao longo de 2026.
O secretário da Fazenda do Estado do Rio Grande do Norte, Carlos Eduardo Xavier, foi procurado para comentar se o Governo do Estado já previa, no planejamento orçamentário, o reajuste do piso salarial dos professores, sancionado pelo presidente Lula e se esse aumento trarioa de fato algum impacto nas contas do Estado. Até o fechamento desta matéria, não houve resposta do secretário.