A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou de forma contrária à soltura de Henrique Vorcaro e Fabiano Zettel, pai e cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Em parecer encaminhado ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, no último sábado (17), o órgão também defendeu a manutenção das prisões de Daniel Lopes Monteiro e Felipe Cançado Vorcaro. Todos estão detidos preventivamente no âmbito do Caso Master. Com informações da coluna de Manoela Alcântara, do Metrópoles.
Na manifestação, assinada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, e por outros integrantes do Ministério Público, o órgão afirmou que já havia defendido a manutenção das medidas e reforçou que não há motivos para mudança de posição.
Manutenção dos fundamentos das prisões
Segundo a PGR, permanecem válidos os fundamentos que motivaram as prisões preventivas e que justificaram os pareceres anteriores contrários à concessão de liberdade aos investigados. Até o momento, os pedidos de soltura ainda não foram analisados pelo ministro Edson Fachin.
Análise de recursos e envio ao Plenário
Além de defender a permanência dos investigados na prisão, a PGR solicitou que Fachin examine os pedidos urgentes relacionados a inquéritos que estão reunidos sob a Presidência do Supremo, citando como exemplo o Caso Master e a investigação conhecida como Farra do INSS.
De acordo com o órgão, os recursos de caráter urgente devem ser encaminhados ao plenário do STF caso o presidente da Corte não reconsidere a decisão individual contestada, mesmo na hipótese de a medida ter sido tomada originalmente por outro ministro.