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Política

Lulinha vai acusar amiga lobista de usar seu nome em Farra do INSS

Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, E Roberta Luchsinger  Arte/ Metrópoles

A estratégia para defesa de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, será sustentar que a lobista Roberta Luchsinger utilizava o nome do filho mais velho do presidente sem autorização para fechar negócios com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.

Além de se distanciar de Luchsinger, a defesa também pretende atribuir responsabilidades ao sócio de Lulinha, Kalil Bittar, e à publicitária Danielle Miranda Fonteles para reforçar que seu nome foi usado para abrir portas sem seu consentimento.

Em nota à coluna, o criminalista Guilherme Suguimori Santos disse que ninguém está autorizado a falar pelo seu cliente, que a reportagem “contém conjecturas sem suporte na realidade” e que “esclarecimentos sobre os fatos serão prestados ao Supremo Tribunal Federal” e não à imprensa.

Defensores de Lulinha também já negaram outras reportagens da coluna mencionando o filho do presidente:

“Lulinha não é investigado. Isso é um absurdo. Fake News”
(André Mendonça, relator do caso no Supremo, determinou a quebra sigilo de Lulinha)

“Não tem delação. Ele nem é investigado. Isso é um absurdo. Fake News. A PF vai divulgar uma nota para desmentir vocês!!”
(A PF não divulgou nota)

“Lulinha estar no mesmo voo do Careca não significa que viajaram juntos. Que absurdo! Fake News. Então as 300 pessoas que estavam no mesmo voo viajaram com o Fábio?”

(Documentos comprovaram que Lulinha viajou com despesas pagas por Careca do INSS, o que não ocorreu com os demais passageiros)

“Lulinha nem conhece o Careca. Nunca viu. Que absurdo. Fake. Vai processar os jornalistas”
(Lulinha admite que viajou com despesas pagas por Careca do INSS)

Como revelou a coluna, dois ex-integrantes do alto escalão do INSS firmaram acordo de delação premiada e relataram o suposto envolvimento de Lulinha no esquema. O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico do empresário.

A coluna mostrou ainda que Lulinha viajou com o Careca do INSS em deslocamento custeado pelo operador, que arcou com as passagens e demais despesas. À época, a defesa alegou que o fato de ambos estarem no mesmo voo não significava que tivessem viajado juntos — versão contrariada por documentos que registram a emissão dos bilhetes.

A viagem ocorreu em novembro do ano passado. Relatórios da Polícia Federal detalham inclusive as poltronas ocupadas: o Careca do INSS estava no assento 3A; Lulinha, no 6J. Ambos na primeira classe e em lugares de janela. Diante dos documentos e do avanço das investigações, a nova versão é que eles viajaram, mas não fecharam nenhum negócio.

Quem é a lobista que Lulinha acusa de ser elo com Careca do INSS

Roberta Luchsinger foi alvo de mandado de busca e apreensão em 18 de dezembro por seu envolvimento com o Careca do INSS.

Como mostrou a coluna, a proximidade dela com a família do filho do presidente é tanta que Luchsinger tem uma tatuagem de “melhores amigas” com Renata Abreu Moreira, esposa de Fábio Luís Lula da Silva.

A lobista também divide uma mansão no Lago Sul, área nobre de Brasília, com Lulinha. Após a saída dele do Brasil para Madri, é Roberta quem passou a morar na casa antes frequentada pelo filho do presidente nas suas viiagens para capital. Na mansão, Lulinha teve reuniões com Careca do INSS e costumava fazer festinhas regadas a bebidas, segundo apurou a coluna.

“Minha bff e eu eternizadas na pele e no coração! Love u”, escreveu Luchsinger em publicação no Instagram, em 30 de março de 2024 na qual mostrou. A sigla “bff” significa “best friends forever” (“melhores amigas para sempre”).

Principal doadora da campanha de Lula

Neta de um ex-acionista do banco Credit Suisse, a lobista foi uma das principais doadoras da campanha presidencial de 2022. Segundo colaborador da Polícia Federal, ela teria intermediado a aproximação entre o filho do presidente e o Careca do INSS na prospecção de negócio envolvendo a venda de canabidiol ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Para a PF, Luchsinger é “integrante vinculada ao núcleo político da organização criminosa liderada por Antônio Carlos Camilo Antunes”. A corporação solicitou o monitoramento dela por tornozeleira eletrônica, mas o pedido foi negado por Mendonça. Em contrapartida, o ministro determinou a entrega do passaporte e proibiu sua saída do país.

“Sua atuação se revela essencial para a ocultação de patrimônio, movimentação de valores e gestão de contas bancárias e estruturas empresariais utilizadas como instrumentos de lavagem de capitais”, registra trecho da decisão.

No despacho, Mendonça reproduziu áudio de WhatsApp enviado por Luchsinger ao Careca do INSS, no qual há menção direta a Lulinha: “Na época do Fábio falaram de Friboi, de um monte de coisa o (sic) maior… igual agora com você”, diz a mensagem de 5 de maio de 2025.

A referência remete a boato que circulou nas redes sociais em 2015, atribuindo falsamente a Lulinha a propriedade da marca de carnes Friboi. A empresa pertence, na realidade, ao frigorífico JBS, dos irmãos Wesley e Joesley Batista.

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