O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) prestou depoimento nesta terça-feira (23) à PCDF (Polícia Civil do Distrito Federal) sobre uma arma em seu nome apreendida em Brasília (DF). O ex-chefe do Executivo foi ouvido em sua casa, no Jardim Botânico, onde cumpre prisão domiciliar humanitária. A informação é do Poder 360.
O depoimento foi tomado 2 dias antes do prazo dado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, para decidir se mantém ou não o ex-presidente em prisão domiciliar.
Antes do depoimento, a equipe de defesa de Bolsonaro pôde se reunir por uma hora com seu cliente. Os policiais chegaram no condomínio do ex-presidente por volta das 14h30 e ficaram cerca de 40 minutos no local.
A apreensão da arma se deu durante um bloqueio policial no Pistão Norte, em Brasília, em 15 de junho. Na ocasião, a arma era transportada por Estácio Leite da Silva, militar do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) e que atua na segurança de Bolsonaro.
Em depoimento, o militar afirmou que “o armamento lhe foi entregue em razão da constatação de uma pane, a qual, segundo informa, aparentava ser de fácil solução”, e que “retirou o armamento no dia 15 de junho com a finalidade de realizar o reparo do percussor, esclarecendo que, após a conclusão do serviço, a arma seria devolvida na data de 16 de junho”.
A defesa de Bolsonaro afirmou em 17 de junho que a arma estava inoperante e o ex-presidente pediu ao segundo-sargento do Exército para fazer a manutenção.
Disse que a Glock registrada em nome de Bolsonaro era mantida em sua residência em Brasília e que integrantes da equipe de segurança removeram uma peça da arma sem o conhecimento do ex-presidente para impedir seu funcionamento. A medida teria sido adotada em razão do uso de medicação psiquiátrica “capaz de afetar sua cognição”.
Bolsonaro percebeu que a pistola não funcionava corretamente. O ex-presidente então entregou o armamento ao segundo-sargento do Exército Estácio Leite da Silva para manutenção.