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Política

Lula amplia pacote de “bondades” e eleva tom contra Flávio na reta final da campanha

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Segundo o Metrópoles, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ajustou a estratégia de campanha na reta final antes do 1º turno das eleições gerais, marcado para 4 de outubro. Além de elevar o tom das críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL), principal adversário na corrida presidencial, Lula passou a concentrar esforços em uma agenda de anúncios de medidas populares, classificadas pelo portal como “bondades”.

Entre as iniciativas anunciadas pelo governo estão o reajuste do Bolsa Família, a previsão de oferta gratuita de canetas emagrecedoras pelo SUS e estudos para um novo programa de redução do endividamento das famílias. O governo também avalia novas medidas contra as plataformas de apostas esportivas, as chamadas bets.

A estratégia ocorre após pesquisas eleitorais mostrarem Flávio numericamente à frente de Lula em cenários de 2º turno e em meio a mudanças na campanha petista.

Pacote de “bondades”

Uma das principais medidas anunciadas foi o reajuste de 15,04% do Bolsa Família. Com a mudança, o piso do benefício passou de R$ 600 para R$ 691. O valor médio recebido pelas famílias também subiu de R$ 675 para R$ 777. Os novos valores serão pagos a partir da folha de outubro.

O governo afirma que o reajuste foi feito dentro das regras legais de recomposição pela inflação e nega relação com as eleições. O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, afirmou que a medida foi adotada “com muita responsabilidade”.

Outra medida anunciada por Lula foi a oferta gratuita de canetas emagrecedoras pelo SUS para pacientes com obesidade que tenham indicação médica. A iniciativa ainda depende da definição de protocolo clínico e dos critérios para incorporação dos medicamentos ao sistema público.

O Ministério da Saúde já testa, em Porto Alegre (RS), um protocolo com cerca de 250 pessoas com obesidade grave ou associada a outras doenças e com indicação para cirurgia bariátrica.

O governo também estuda um novo programa para reduzir o endividamento das famílias brasileiras. A proposta prevê que o Tesouro Nacional compre dívidas antigas dos consumidores com deságio, por meio de leilões.

A iniciativa, porém, não deve sair do papel ainda em 2026. Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, não haveria tempo para implementar o programa neste ano, deixando a proposta para uma eventual nova gestão de Lula.

Na mesma linha de anúncios populares, o presidente também avalia novas medidas contra as bets. Entre as possibilidades estão restrições à publicidade e ações mais duras contra plataformas de apostas e cassinos virtuais.

Mudança no discurso

Ao mesmo tempo em que amplia a agenda de medidas populares, Lula intensificou as críticas a Flávio Bolsonaro. A campanha petista passou a explorar a relação do senador com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, utilizando o mote “votar em Flávio é votar em Vorcaro”.

A campanha também passou a mencionar investigações da Polícia Federal envolvendo Flávio e informações sobre uma empresa ligada ao senador que teria o mesmo endereço em Brasília de empresas relacionadas a Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.

Lula também elevou o tom nos últimos dias. Em entrevista à Rádio Tupi, na sexta-feira (18), fez críticas ao senador e mencionou supostas ligações de integrantes da família Bolsonaro com milicianos. Em outros eventos, o presidente também fez ataques a Flávio e ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro.

Segundo o Metrópoles, a mudança de estratégia foi discutida em reunião da Executiva Nacional do PT. A orientação seria deixar uma postura mais defensiva e adotar uma atuação mais ofensiva na reta final da campanha.

A estratégia, portanto, passou a combinar ataques ao principal adversário com uma agenda de anúncios de medidas de forte apelo popular, incluindo aumento do Bolsa Família, medicamentos gratuitos pelo SUS e propostas voltadas à redução do endividamento das famílias.

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