A família de Abdoulaye Dieng, de 1 ano e 4 meses, foi informada pela Creche Luz do Brás apenas de que o bebê havia “passado mal” e seria levado ao hospital, sem detalhes sobre a gravidade do acidente que terminou com a morte da criança na última quarta-feira (22), em São Paulo.
Mensagens enviadas pela unidade ao pai mostram que a comunicação inicial não mencionou que o bebê havia ficado com a cabeça presa entre uma grade e uma parede por cerca de sete minutos. Segundo o advogado da família, a informação fez os pais acreditarem que se tratava de um atendimento médico comum.
O caso aconteceu durante uma atividade recreativa na creche. A criança foi encontrada presa em uma estrutura metálica e levada à UPA Mooca, mas não resistiu. A Polícia Civil investiga o caso como homicídio culposo e apura a responsabilidade de cinco funcionários da unidade.
Segundo a defesa da família, funcionários participavam de uma confraternização pelo aniversário da diretora no momento do acidente. A Secretaria Municipal de Educação informou que abriu procedimento administrativo e que medidas serão tomadas caso sejam constatadas irregularidades.