A filiação do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, ao PSD e a possibilidade de o partido lançar candidatura própria à Presidência da República abriram caminho, na prática, para que os diretórios estaduais tenham liberdade para definir seus próprios arranjos eleitorais em 2026. A informação é da CNN Brasil.
À CNN, o senador Otto Alencar (PSD-BA) afirmou que o presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab, já sinalizou que não haverá imposição de uma posição única nos estados. Segundo ele, Kassab tem reforçado que as decisões locais serão respeitadas.
“Kassab me ligou na semana passada e falou que filiaria Caiado. Mas disse também que nada muda na Bahia, e vamos seguir com a reeleição de Lula. Somos aliados desde 2010”, justificou Otto Alencar.
Segundo Otto, a entrada de Caiado fortalece o PSD em Goiás, mas não implica, automaticamente, em um alinhamento nacional da sigla em torno de uma candidatura presidencial. “Para ter unidade no país, é preciso construção política. Política não se faz de última hora”, disse.
O PSD tem três pré-candidatos: além de Caiado, os governadores do Paraná, Ratinho Junior, e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, também colocaram seus nomes à disposição. “Até essa decisão em julho, todos os estados já terão feito suas alianças”, disse Otto.
Ao confirmar uma candidatura ao Planalto e liberar os estados, Kassab escapa de ter que tomar uma posição diante da polarização, diante da própria divisão da legenda nos estados. Enquanto no Nordeste o partido caminha alinhado à esquerda, no Sul majoritariamente está à direita.
No governo Lula, o PSD ocupa, por exemplo, os ministérios de Minas e Energia, com Alexandre Silveira (PSD-MG), Agricultura, com Carlos Fávaro (PSD-MT), e Pesca, com André de Paula (PSD-PE). Já o próprio Kassab é secretário de Governo e Relações Institucionais da gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos), em São Paulo.