A vereadora e ex-deputada estadual Janaína Paschoal (PP-SP) voltou a criticar publicamente o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e sua pré-candidatura à Presidência da República. Em publicação nas redes sociais, a parlamentar foi categórica:
"Amigos que abominam a esquerda desde sempre, vejam esse vídeo! Eu desejo muita saúde ao senador Flávio, mas ele não tem a menor condição de nos representar. Ele não é moderado, ele é fraco!"
Na mesma postagem, Janaína apontou os governadores Ronaldo Caiado (PSD-GO) e Romeu Zema (Novo-MG) como alternativas e pediu que a direita "mude o rumo enquanto há tempo".
A distinção entre "moderado" e "fraco" carrega peso estratégico. Enquanto aliados de Flávio tentam posicioná-lo como um nome que amplia o alcance da direita por um tom mais conciliador, Janaína argumenta que essa postura não é escolha tática, mas uma limitação. A crítica se intensificou após o senador votar a favor do projeto de criminalização da misoginia no Senado e depois tentar justificar o voto, gerando constrangimento na base conservadora.
As declarações não são isoladas. Desde o início de 2026, Janaína tem feito campanha aberta contra a candidatura de Flávio, afirmando que ele "não tem nenhuma chance de ser presidente" e listando ao menos cinco nomes que considera superiores, incluindo Tarcísio de Freitas, Tereza Cristina e Michelle Bolsonaro. Em março, questionou a capacidade do senador em debates eleitorais, dizendo que ele "não tem condição de enfrentar ninguém" nesse formato.
A ofensiva expõe uma fratura na direita a poucos meses das eleições. Flávio conta com o endosso do pai e o apoio de Tarcísio, que descartou concorrer ao Planalto. Mas figuras relevantes do campo conservador avaliam que a candidatura do senador não tem fôlego para vencer Lula, e pesquisas mostram que ambos empatam em rejeição. O clã Bolsonaro tem reagido: Carlos Bolsonaro acusou a vereadora de atuar para "enfraquecer indicações do ex-presidente", enquanto Janaína insiste que a questão não é lealdade, mas viabilidade eleitoral.